Documentos da Sugesp revelam irregularidades em diárias internacionais de governador

Documentos revelam uso irregular de diárias internacionais pelo governador Marcos Rocha, levantando questões sobre a transparência e a utilização de recursos públicos.

Documentos da Sugesp revelam irregularidades em diárias internacionais de governador

Documentos obtidos de forma exclusiva revelam a utilização irregular de diárias internacionais pelo governador Marcos Rocha e sua equipe durante viagens ao exterior. As informações foram ocultadas com base no artigo 24 da Lei 3.166, de 27 de agosto de 2013, que originalmente visa proteger a integridade física do chefe do Executivo e seus familiares, mas que, segundo as denúncias, está sendo usada para evitar a transparência sobre os gastos públicos.

A documentação inclui uma solicitação que tramitou na Superintendência de Gestão dos Gastos Públicos Administrativos (Sugesp) e indica que Rocha e seu secretário-chefe da Casa Militar, Valdemir Carlos de Góes, receberam R$ 96.513,74 durante uma viagem a Israel, somando R$ 48.256,87 para cada um. Além deles, outras coordenadoras também receberam valores semelhantes.

Os membros da comitiva, no entanto, não participaram de atividades oficiais, permanecendo em alojamentos estatais, o que levanta questionamentos sobre a legitimidade dos custos. Os gastos com alimentação e hospedagem foram negligenciados, pois as condições de segurança forçaram a equipe a se refugiar durante o conflito armado.

Outro indicativo de irregularidade é a quantia recebida por Augusto Leonel de Souza Marques, Secretário de Integração de Rondônia em Brasília, que obteve R$ 52.725,11 apenas em diárias.

Dados revelados apontam que, apesar do recesso das instituições, Rocha aumentou os valores das diárias internacionais de US$ 416,00 para US$ 741,00, resultando em um aumento de 80% e possibilitando diversas viagens ao exterior desde 2023 até 2025.

Uma exigência do Tribunal de Contas determina que informações sobre as viagens do governador e seus assessores sejam publicadas no Portal da Transparência, com um prazo limite estabelecido até 23 de agosto.

Enquanto isso, Rocha tem continuado a compartilhar detalhes de suas viagens nas redes sociais, contradizendo o argumento de segurança utilizado para classificar as informações como reservadas. Recentemente, ele também decidiu aumentar o contrato de agências de viagens de R$ 2 milhões para R$ 8,6 milhões, o que gera preocupações adicionais sobre o uso de recursos públicos.