Deputado propõe CPI para investigar irregularidades na saúde de Rondônia

Uma CPI proposta pelo deputado Delegado Camargo visa investigar irregularidades na saúde de Rondônia, incluindo problemas em hospitais e contratações questionáveis.

Deputado propõe CPI para investigar irregularidades na saúde de Rondônia

O deputado Delegado Camargo apresentou uma proposta para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o intuito de investigar irregularidades na gestão da saúde em Rondônia.

A CPI terá a responsabilidade de apurar uma série de questões, incluindo a controversa obra do Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro), a contratação da UNOPS para o Hospital Regional de Guajará-Mirim, além de investigações referentes a contratos de máscaras durante a pandemia e a situação de abandono de hospitais cruciais, como o Hospital João Paulo II, o Hospital de Base Ary Pinheiro, o CEMETRON, Cosme e Damião, e o Hospital Regional de Cacoal.

O Hospital João Paulo II, que é referência em atendimentos de média e alta complexidade, exemplifica o colapso da saúde pública no estado. A unidade enfrenta uma grave crise, com falta de medicamentos e insumos, equipamentos essenciais em mau estado, longas filas e uma infraestrutura comprometida, o que afeta o atendimento a milhares de pacientes e demonstra uma gestão ineficaz e o abandono de serviços essenciais de saúde.

A auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) revelou sérias falhas, como equipamentos quebrados, escassez de medicamentos, descumprimento de escalas de plantões e condições inadequadas em diversas áreas, incluindo banheiros e limpeza.

O deputado Delegado Camargo destacou: "O sistema de saúde entrou em colapso. A CPI é a resposta do Parlamento às inúmeras denúncias de má gestão e desperdício de recursos. O povo de Rondônia precisa de respostas urgentes e de um atendimento digno."

A comissão terá a autoridade para convocar autoridades, ouvir testemunhas, solicitar documentos e determinar responsabilidades. Se forem identificadas irregularidades, os resultados poderão ser encaminhados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas.

De acordo com o deputado, a meta é quebrar o ciclo de abandono da saúde pública e assegurar que os recursos não sejam mais desperdiçados por má gestão. "Chegou a hora de dar um basta. A Assembleia Legislativa vai cumprir sua função de fiscalizar e exigir soluções imediatas", concluiu.

A instalação da CPI depende agora da aprovação pela maioria dos deputados, conforme as normas da Constituição Estadual e do Regimento Interno.

Fonte da imagem: SECOM ALE/RO

Fonte das informações: Assessoria Parlamentar