Comissionado da Câmara de Porto Velho é réu por furto com cartão

Réu por furto qualificado por usar cartão perdido em compras por aproximação, Mateus foi nomeado em cargo comissionado na Câmara; processo segue.

Comissionado da Câmara de Porto Velho é réu por furto com cartão

Mateus Wendrew Santana Souza, nomeado para cargo comissionado na Câmara Municipal de Porto Velho, responde a uma ação penal na 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia (processo nº 7007080-30.2025.8.22.0001), conforme documentos consultados em 25 de maio de 2026.

Segundo as investigações da 5ª Delegacia de Polícia Civil, o caso remonta a dezembro de 2024, quando a vítima identificada como H.S.M.M. perdeu um cartão do Banco do Brasil nas dependências da loja Agroboi, em Porto Velho. Ainda de acordo com o inquérito, Mateus, que à época era funcionário da loja, teria se apropriado do cartão e efetuado diversas compras por aproximação.

O crime foi inicialmente registrado como estelionato, mas Polícia Civil e Ministério Público do Estado de Rondônia reclassificaram a conduta para furto qualificado pelo emprego de dispositivo eletrônico, tipificação cuja pena prevista varia de quatro a oito anos de reclusão.

A denúncia foi recebida pela Justiça em outubro de 2025 e o processo segue em fase de instrução.

Mesmo após se tornar réu, Mateus foi admitido no serviço público. Desde 1º de abril de 2026 ele ocupa o cargo de Assessor Técnico de Comissões na Câmara Municipal de Porto Velho, função em comissão com remuneração de R$ 1.520,00, segundo o Portal da Transparência.

Fontes consultadas indicam que o servidor trabalha na produção de conteúdo para o vereador Marcos Figueiredo (Avante). Em publicações na rede social TikTok, ele aparece em fotos com ostentação de dinheiro e bebidas, além de registros feitos na própria Câmara.

A defesa do acusado busca a desclassificação do crime, sustentando, com base em entendimentos do Superior Tribunal de Justiça, que compras por aproximação com cartão alheio configurariam estelionato comum e não furto eletrônico. Caso a Justiça acolha essa tese, a pena máxima cairia para cinco anos, o que poderia viabilizar medidas alternativas como o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) e reduzir o risco de condenação formal.

O processo continuará tramitando na 3ª Vara Criminal, onde serão analisadas as provas e as teses apresentadas pelas partes.

Fonte da imagem: Reprodução via TikTok @wendrew.santana

Fonte das informações: Rondoniaovivo