Porto Velho concentra 68 de 74 favelas de Rondônia segundo IBGE
IBGE/Censo 2022: 5,2% da população de Rondônia vive em favelas, concentradas em Porto Velho; nacionalmente são 16,4 milhões (8,1%), com avanço desde 2010.
Dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE mostram que 5,2% da população de Rondônia vive em favelas e aglomerados subnormais, percentual abaixo da média nacional, mas que aponta desafios estruturais relacionados à moradia e à urbanização no estado.
Em âmbito nacional, o levantamento identificou 16,4 milhões de pessoas vivendo em 12.348 favelas, o equivalente a 8,1% da população brasileira. Trata-se de aumento em relação a 2010, quando a proporção era de 6,0%, indicando avanço da ocupação em áreas com infraestrutura precária.
Por região, a Norte apresenta os maiores índices: Amazonas (34,7%), Amapá (24,4%) e Pará (18,8%). Entre os estados com menores proporções estão Mato Grosso do Sul (0,6%), Goiás (1,3%) e Santa Catarina (1,4%).
No caso de Rondônia, as comunidades identificadas concentram-se sobretudo em Porto Velho: das 74 localidades catalogadas no estado, 68 estão na capital. Em Porto Velho, 17,3% da população vive em aglomerados subnormais, com destaque para os bairros Nacional e Jardim Santana II.
Especialistas relacionam o crescimento dessas ocupações à expansão urbana desordenada, ao déficit habitacional e às desigualdades sociais. Em Rondônia, o avanço urbano acelerado, especialmente em Porto Velho, tem pressionado a ocupação de áreas irregulares.
O cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para habitação, regularização fundiária e planejamento urbano. Sem intervenções estruturadas, a tendência é de ampliação dessas áreas, acompanhando crescimento populacional e fluxos migratórios internos.
O Censo 2022 consolida um diagnóstico de caráter estrutural: a questão não é pontual e tende a se agravar se não houver ações coordenadas de governo e investimentos em infraestrutura básica.