EUA intensificam Operações da CIA e Brasil se prepara para crise humanitária
A crescente tensão entre EUA e Venezuela levanta preocupações no Brasil e na América do Sul, com a possibilidade de um aumento no fluxo de refugiados devido a possíveis ações militares.
A possibilidade de ações militares dos Estados Unidos na Venezuela levanta preocupações entre o Brasil e países vizinhos, como Colômbia e Guiana. O presidente Donald Trump sugeriu a autorização de intervenções em solo venezuelano, o que lembraria cenários de conflitos passados, como os do Vietnã e Afeganistão. A CIA, enquanto isso, já recebeu autorização para atuar em operações secretas conforme os interesses do governo dos EUA.
Um dos principais receios é o impacto humanitário que uma intervenção militar pode causar, resultando em um aumento significativo no deslocamento forçado de civis em busca de segurança. Para lidar com uma possível onda de refugiados, o Brasil possui a Operação Acolhida, implementada em 2018, que visa socorrer a população deslocada. No entanto, especialistas indicam que é crucial uma ação diplomática eficaz antes de qualquer ação militar ser realizada.
No âmbito político, o cenário para as eleições de 2026 em Rondônia começa a se definir, com o senador Marcos Rogério (PL) confirmando sua candidatura para o governo e o atual senador Confúcio Moura (MDB) buscando a reeleição. Por outro lado, o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), retirou sua candidatura ao governo e agora está em busca de uma vaga na Câmara dos Deputados. O prefeito de Cacoal, Adaiton Fúria (PSD), permanece indeciso sobre suas próximas etapas eleitorais, sem elaborar alianças estratégicas para o Senado e as assembleias legislativas.
O governador Marcos Rocha (União Brasil) ainda não decidiu se tentará a reeleição ou se buscará uma cadeira no Senado. Essa incerteza também afeta as campanhas de sua esposa, Luana Rocha, para deputada federal, e do aliado Sandro Rocha para a Assembleia Legislativa. O vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) só poderá confirmar sua candidatura à reeleição após a renúncia do governador. Recentemente, novos nomes, como o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro, e o ex-secretário de Agricultura, Padovani, foram cogitados como possíveis candidatos a vice.
Nos meios bolsonaristas, a articulação política se intensifica com a possibilidade de candidaturas ao Senado por Fernando Máximo e Bruno Scheidt, além da campanha de Marcos Rogério ao governo estadual, gerando incertezas sobre outros candidatos de direita. A falta de um candidato forte para o Senado da direita pode criar divisões significativas entre os apoiadores bolsonaristas em Rondônia.
Uma situação preocupante e de escândalo foi relatada, envolvendo práticas de corrupção com o pagamento de abonos natalinos que podem ter sido desviados. Há alegações de funcionários fantasmas contratando terceiros para agir em seus lugares, um fenômeno que remete a práticas conhecidas como "rachadinhas". Denúncias sobre essa irregularidade não são novas e continuam a vir à tona.
Com a configuração de candidaturas ao governo estadual se tornando mais clara, surge a possibilidade de um candidato de Porto Velho se destacar, visto que até agora os postulantes têm origem em municípios do interior. A capital, com um terço do eleitorado, ainda está sem um candidato representativo, especialmente após a desistência de Hildon Chaves. A divisão interna entre os candidatos do interior pode favorecer um candidato da capital, principalmente em um segundo turno com um bolsonarismo fragmentado.
A situação política em Rondônia é semelhante a outros estados, como Acre, onde o bolsonarismo pretende dominar as eleições. O ex-governador Jorge Viana (PT) também enfrenta dificuldades em sua candidatura ao Senado. Por fim, o Rio Madeira está subindo, provocando temor quanto ao deslizamento de terras que podem ameaçar comunidades ao longo de suas margens, incluindo áreas na capital, Porto Velho. Com o início do novo ano, as discussões sobre o carnaval também começam a ganhar destaque na agenda local.