Amazônia busca desenvolvimento por meio de industrialização e bioeconomia

O ministro da Integração destaca que a industrialização e políticas para a bioeconomia são fundamentais para o desenvolvimento da Amazônia, com foco em agricultores.

Amazônia busca desenvolvimento por meio de industrialização e bioeconomia

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que a industrialização é fundamental para o avanço da Amazônia. Durante a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o ministro destacou a necessidade de políticas públicas que fomentem a bioeconomia, possibilitando a inclusão dos agricultores familiares no processo de desenvolvimento regional. Segundo Góes, a industrialização não ocorre de forma isolada; ela depende de várias condições prévias que precisam ser estabelecidas para que a nova realidade se concretize.

O acordo, celebrado recentemente, visa o fortalecimento das atividades industriais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de promover a adoção de novas tecnologias em projetos de infraestrutura e agricultura. O cumprimento dessas condições preliminares é essencial para integrar a bioeconomia à estrutura industrial nacional, buscando superar o histórico atraso do país.

No dia 17 deste mês, ocorrerá uma audiência pública em Guajará Mirim para discutir o início da construção da ponte binacional Brasil-Bolívia, que será erguida sobre o Rio Mamoré. O evento também marcará o lançamento oficial dessa obra, que é aguardada com expectativa pela comunidade local. O senador Confúcio Moura (MDB), que intermediou o projeto com o governo federal, confirmou a presença dos diretores da empreiteira, que apresentarão os benefícios que a ponte trará para a revitalização econômica da região de fronteira.

As eleições gerais em Rondônia, que escolheram 24 deputados estaduais, oito federais e três senadores, revelaram a influência dos migrantes que se estabeleceram no estado. O milionário mineiro Mucio Athayde (MDB) destacou-se como o mais votado para a Câmara dos Deputados, superando candidatos locais renomados. Além dele, novos nomes como Tomas Correias e Sergio Carminato também conquistaram cadeiras na Assembleia Legislativa.

A Assembleia Legislativa de Rondônia viu um grande número de representantes migrantes, especialmente oriundos de estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. O paranaense José de Abreu Bianco foi o primeiro presidente da casa, mas políticos locais como Amizael Silva e Oswaldo Piana Filho também exerceram papéis importantes na política do estado.

A situação dos ex-integrantes do MDB, como o ex-senador Valdir Raupp e a ex-deputada federal Marinha, permanece incerta em relação às próximas eleições. Existe a possibilidade de que ambos deixem o partido para se filiar a outras legendas, embora ainda não tenham revelado suas intenções. A relação com Confúcio Moura é tensa, o que dificulta a prospectiva de uma reconciliação.

Quanto à família Expedito, o ex-senador Expedito Junior e seu filho, o ex-deputado Expedito Neto, estão avaliando as posições a serem disputadas nas próximas eleições. Expedito Junior pode concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto o filho focaria na Assembleia Legislativa. Ambos são oriundos de Rolim de Moura, e enfrentam uma competição significativa na região.

Um novo clã político está se formando na Região do Café e Zona da Mata, reunindo figuras como a ex-deputada federal Jaqueline Cassol e seu marido, que também pretende se candidatar. Este cenário eleitoral está se complicando com a presença de diversas famílias políticas, o que pode fragmentar o eleitorado evangélico, um segmento relevante para as eleições de 2025.

O Partido dos Trabalhadores (PT) está montando uma chapa considerável para a Assembleia Legislativa, com a deputada estadual Cláudia de Jesus e a ex-senadora Fátima Cleide como os principais candidatos. A legenda se une a outras no que chamam de Caminhada da Esperança. Além disso, a transição das lojas físicas para as vendas online continua a impactar o comércio em Porto Velho. Recentemente, alguns locais importantes encerraram suas atividades. Por fim, a infraestrutura da cidade ainda enfrenta desafios nas questões de drenagem durante as chuvas, com eventos climáticos sucessivos prejudicando a capacidade de escoamento das águas.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo