Catastrofismo sobre fim do petróleo se mostra infundado com descobertas na Amazônia
Estudo revela que 334 das 772 cidades da Amazônia estão sob a influência de grupos criminosos, alertando para o crescimento do crime organizado na região.
A realidade atual apresenta um contraste com as previsões apocalípticas de décadas passadas. O medo do fim do mundo antes do ano 2000, bem como o temor do bug do milênio, são hoje considerados exagerados. As previsões de colapso total dos sistemas informáticos se mostraram infundadas, assim como os avisos sobre o esgotamento do petróleo surgidos desde o século XIX, quando alguns especialistas afirmaram que o fim das reservas na Pensilvânia comprometeria a indústria petrolífera.
As recentes descobertas de petróleo na Amazônia, que entre 2022 e 2024 revelaram cerca de um quinto das reservas mundiais na região, desafiam as previsões sobre o colapso do petróleo. De acordo com o Monitor de Energia Global, essa abundância indica que a extração de petróleo continuará enquanto houver demanda, refletindo uma relação complexa entre progresso e política, considerando as pressões para banir o uso desse recurso.
Em um contexto de crescente influência de grupos criminosos na Amazônia, o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos) alertou que 334 das 772 cidades da região Norte estão sob controle de facções como o Comando Vermelho e PCC. Apesar da superlotação dos presídios de Manaus, Porto Velho e Rio Branco, o crime organizado se manifesta intensamente por vias fluviais, rodovias e até na política, evidenciando um cenário alarmante.
Entre as disputas políticas na região, divergências emergem entre o governador Marcos Rocha e o vice-governador Sérgio Gonçalves, que assumirá o cargo em abril. Rocha, tendo sido mentor de Gonçalves, busca influenciar a nova administração em prol de sua candidatura ao Senado e das campanhas de sua esposa e irmão. Gonçalves, por sua vez, defende a preservação de cargos essenciais para sua gestão, se opondo a ser tratado como uma figura simbólica.
A situação torna-se ainda mais complexa com a saída do MDB por parte de uma liderança local. Sua transferência para o Podemos e sua possível representação em Brasília levantam questões sobre a eficácia dessa estratégia, pois a proximidade com as bases eleitorais é considerada crítica para o sucesso político em Rondônia.
O ex-deputado Jair Montes, no entanto, enfrenta desafios para criar chapas competitivas nas próximas eleições, prometendo recursos aos candidatos do Avante para atrair lideranças. Neste cenário, muitas figuras políticas estão cautelosas na escolha partidária, buscando evitar ser subestimadas por candidatos com mais estrutura.
O fenômeno dos casais políticos se destaca em Rondônia, com diversas duplas disputando cargos. Exemplos incluem o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, e sua esposa Juliane, assim como o deputado Alex Redano e sua esposa, a prefeita Carla Redano, em Ariquemes. Em Porto Velho, o ex-prefeito Hildon Chaves e sua esposa, a deputada Ieda Chaves, também estão em cena, consolidando a dinâmica familiar na política local.
Por fim, no cenário político nacional, as pesquisas indicam uma ascensão do presidente Lula, o que levanta expectativas para a campanha de 2026, com o ex-governador Confúcio Moura se mostrando otimista. Enquanto isso, o julgamento do governador do Acre, Gladson Cameli, foi adiado para dezembro, chamando a atenção devido à sua posição nas pesquisas para o Senado no estado vizinho, onde ele poderá enfrentar problemas de elegibilidade.