Cancelamento de voos da Azul e Gol afeta transporte em Acre e Rondônia
Após o cancelamento de 12 voos, Azul e Gol interrompem rotas no Acre e Rondônia, levando a uma busca intensa por passagens e aumento de preços. A Prefeitura de Porto Velho continua sua luta judicial contra as companhias.
Após o cancelamento de 12 voos sem justificativa, as companhias aéreas Azul e Gol não oferecem rotas disponíveis da região do Acre e Rondônia para outras áreas do Brasil. Essa situação aumentou a demanda por outras empresas de transporte aéreo, resultando em overbooking e elevação nos preços das passagens.
O cenário atual não é inédito. Desde 2023, a Prefeitura de Porto Velho está movendo uma Ação Civil Pública contra as companhias Azul e Gol, acusando-as de cancelamentos e remoção de rotas de maneira abusiva, o que tem impactado a população e o turismo local.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) revelam que, no primeiro quadrimestre de 2023, o cancelamento de voos pela Azul atingiu 17,24%, enquanto a Gol registrou cancelamentos recordes de 19,83%, muito acima da média nacional de 5,15%. O município alega que as empresas têm agido de maneira abusiva, sem apresentar motivos técnicos ou de segurança plausíveis para os cancelamentos.
No mês de fevereiro de 2025, a terceira audiência pública foi realizada na 2ª Vara da Fazenda Pública, envolvendo a Prefeitura de Porto Velho, o Ministério Público, a OAB-RO e as companhias aéreas. Durante essa audiência, a OAB destacou que as justificativas apresentadas pelas empresas, que alegavam a judicialização como causa para os cancelamentos, são infundadas. A OAB-RO ressaltou que buscar seus direitos é legítimo e não pode ser motivo para cancelar voos.
A situação permanece crítica, com diversos voos sendo cancelados sem justificativas claras, levando a uma busca intensa por passagens aéreas e, consequentemente, ao aumento dos preços. Isso tem dificultado a movimentação do turismo e do comércio local.
A previsão é de que a situação piore no segundo semestre de 2025, quando a chegada de eventos de final de ano pode congestionar ainda mais as rotas aéreas. Apesar dos esforços de comerciantes e autoridades municipais, a região continua enfrentando dificuldades, afastando-a do acesso a voos mais frequentes.