Disputa pelo governo de Rondonia esquenta com foco em Porto Velho

EUA e China disputam influências comerciais no Brasil; enquanto isso, no RO, candidatos afinam estratégias para as eleições estaduais, com Porto Velho em foco.

Disputa pelo governo de Rondonia esquenta com foco em Porto Velho

Com a era pós-Guerra Fria e a globalização, a pressão para que países escolham entre grandes potências diminuiu, mas a presença econômica de Estados Unidos e China no Brasil segue sendo decisiva para a soberania e o bem-estar da população.

Nos bastidores das relações internacionais, a dependência dos EUA por minerais como as terras raras e as reservas brasileiras, as maiores depois da China, explicam a postura conciliadora de Washington em negociações com lideranças brasileiras. Ao mesmo tempo, a China tem ampliado investimentos direcionados ao comércio bilateral, com forte presença em setores estratégicos na Amazônia. Em conjunto, as duas potências buscam oportunidades de negócios no país, mais do que controle político direto.

No plano local, a Copa do Mundo reduz o ritmo das notícias políticas até julho; em seguida, o calendário eleitoral estadual avança com as convenções partidárias, previstas para o início de agosto, que formalizarão candidaturas ao governo, às duas vagas ao Senado, às 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e às oito vagas da Câmara dos Deputados. Após as convenções começa a reta final das campanhas rumo às eleições.

Na disputa pelo Palácio Rio Madeira, o senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) aparece como favorito e trabalha para vencer já no primeiro turno, evitando uma eventual coalizão de oposição no segundo turno. Para isso intensificou ações em Porto Velho, cidade onde registra maior rejeição, e incorporou à aliança o prefeito Leo Moraes.

O candidato Adailton Fúria (PSD) enfrenta dificuldades em Porto Velho diante da performance do ex-prefeito Hildon Chaves (União Brasil). Fúria contará com o apoio da estrutura do governo Marcos Rocha, da coordenação do clã Rocha, do respaldo político do ex-governador Ivo Cassol e do vice indicado, o ex-deputado Everton Leoni, que retorna à política após cerca de duas décadas. Melhorar o desempenho na capital é crucial para levar a disputa ao segundo turno e confrontar Marcos Rogério.

Hildon Chaves aposta em manter e ampliar sua vantagem em Porto Velho, além de avançar no interior do estado, onde precisa melhorar a votação. A campanha evita ataques diretos a Fúria, preservando a possibilidade de alianças no segundo turno, e também tem se mostrado comedida em críticas ao atual governador Marcos Rocha.

O PT em Rondônia aposta na implementação de obras federais para fortalecer a candidatura do ex-deputado Expedito Neto. Entre os projetos destacados estão o início das obras da ponte binacional em Guajará-Mirim, a retomada do trecho central da BR-369 — paralisado por décadas — e o Expresso Porto, projeto destinado a retirar caminhões do centro de Porto Velho, reduzir acidentes e facilitar a exportação de grãos.

Historicamente, Rondônia tem grande presença de eleitores e políticos migrantes, reflexo das migrações das décadas de 1980 e 1990, o que se repetiu nas primeiras composições da Assembleia Legislativa e da bancada federal desde 1982. Com a Copa e o período de campanhas, as atividades da Assembleia tendem a diminuir temporariamente; a maior parte dos deputados estaduais mantém base eleitoral no interior.

No setor privado, a expansão de uma nova unidade do Grupo Gonçalves em Porto Velho consolidou a rede como a maior cadeia de supermercados do gênero na região Norte, quase 50 anos após sua fundação em Jaru.

Foto: Divulgação

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Fonte das informações: Rondoniaovivo