Convenções de julho abrem campanha 2026 em Rondônia
Convenções de 20 de julho abrem a disputa em Rondônia, com principais pré-candidatos ao governo, arranjos para o Senado e partidos enfraquecidos.
Uma equipe internacional de cientistas lançou um apelo para revisar a compreensão sobre sustentabilidade, propondo mudança no modelo que separa natureza, sociedade e economia em blocos isolados. Segundo os pesquisadores, estruturas atuais são inadequadas diante de mudanças climáticas aceleradas, perda de biodiversidade e desigualdades socioeconômicas.
O novo modelo sugerido coloca a natureza como base, a economia como conjunto de ações que a afetam e a sociedade como destinatária das escolhas e políticas. A intenção é reconhecer as interdependências entre esses elementos e orientar governança e economias a operar de forma integrada, com fluxos de decisão que atuem tanto de cima para baixo quanto de baixo para cima, buscando reequilíbrio dentro de limites ambientais e sociais.
As convenções partidárias, que oficializam candidaturas, começam em 20 de julho e vão até 5 de agosto, marcando a largada formal da campanha eleitoral de 2026. Em Rondônia, os nomes mais citados nas sondagens são o senador Marcos Rogério (PL, Ji-Paraná) e os ex-prefeitos Hildon Chaves (Porto Velho) e Adailton Fúria (Cacoal). Todos têm vices definidos: Delegado Camargo (Ariquemes), Cirone Deiró (Cacoal) e Everton Leoni (Porto Velho), respectivamente.
Na política estadual há tradição de composições entre candidaturas com base em Porto Velho e vices de Ji-Paraná, padrão observado em eleições desde a redemocratização. Exemplos citados em registros eleitorais incluem as chapas de Jeronimo Santana e Orestes Muniz, e de Oswaldo Piana Filho e Assis Canuto, entre outras formações que marcaram diferentes mandatos.
O cenário feminino na disputa estadual chama atenção: Rondônia pode eleger uma ou duas senadoras pela primeira vez, com candidaturas competitivas como a da deputada federal Silvia Cristina (PP-Ji-Paraná) e de outra ex-deputada federal por Porto Velho. Ambas aparecem alinhadas à federação entre União Brasil e Progressistas, que apoia o governadorável Hildon Chaves. A única senadora já eleita no estado foi Fátima Cleide (PT), que agora disputa vaga na Assembleia Legislativa.
Algumas candidaturas registram pouca mobilização até agora. A ausência de lideranças históricas, como Valdir Raupp, Marinha Raupp, Amir Lando e Tomás Correia, e a fraca articulação em determinadas bases têm reduzido a visibilidade do professor universitário Pedro Abib (Porto Velho) nas pesquisas, gerando especulações de que sua postulação possa visar composição posterior com candidatos de maior expressão.
O MDB chega à campanha com nominatas consideradas frágeis para disputar as 24 vagas da Assembleia Legislativa e as oito cadeiras da Câmara dos Deputados. O partido herdou alguma estrutura de gestões anteriores, mas sofreu debandadas de lideranças que migraram para legendas de orientação mais conservadora, enfraquecendo suas perspectivas eleitorais e gerando críticas sobre escolhas de alianças.
No detalhamento das chapas, o ex-prefeito Adailton Fúria é apontado como o postulante de ponteira com composição menos competitiva para o Senado, tendo como candidato majoritário Luís Fernando, considerado de menor peso eleitoral. Hildon Chaves aparece com nomes como Silvia Cristina e Mariana Carvalho no rol de apoio ao Senado. A candidatura associada a Marcos Rogério é identificada como alinhada à base bolsonarista, com nomes ao Senado como Fernando Máximo e Bruno Scheidt, e com o Delegado Camargo como vice. As convenções partidárias que começam em 20 de julho devem consolidar ou alterar essas composições.