Delegado Camargo denuncia redução de recursos para pessoas com deficiência
Delegado Camargo criticou redução de recursos do Estado para pessoas com deficiência: 2016 recebeu R$6,9 mi; gestão atual prevê R$1,9 mi em orçamento.
O deputado estadual Delegado Camargo (Podemos) denunciou a redução dos recursos previstos pelo Governo de Rondônia para políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência, durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado.
A audiência teve como objetivo debater soluções para aprimorar a garantia de direitos, a inclusão, a acessibilidade e o atendimento às famílias de pessoas com deficiência em Rondônia.
Durante a sessão, o parlamentar contestou afirmações de aumento de investimentos na área e disse ter consultado documentos orçamentários oficiais para comparar os valores previstos em gestões anteriores com os da atual administração do governador Marcos Rocha.
Segundo o deputado, em 2016, quando o orçamento estadual girava em torno de R$ 7 bilhões, foram previstos R$ 6,9 milhões para ações relacionadas à assistência social e às políticas de cidadania e direitos humanos. Na gestão atual, com orçamento superior a R$ 18 bilhões, o montante previsto seria de R$ 1,9 milhão.
Para Camargo, esses números mostram que o crescimento do orçamento do Estado não foi acompanhado por prioridade proporcional às políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência.
O deputado afirmou ter consultado o Diário Oficial e a Lei Orçamentária para confirmar os valores e criticou tanto a gestão anterior quanto a atual, apontando que a atual destinação de recursos é, na sua avaliação, ainda pior.
Camargo ressaltou que a realidade enfrentada por pessoas com deficiência e suas famílias exige mais do que discursos institucionais: é necessário tratar a inclusão como prioridade efetiva, com orçamento compatível, estrutura adequada, profissionais qualificados e políticas permanentes.
Segundo ele, a ausência de investimentos adequados compromete o acesso à educação inclusiva, à saúde especializada, ao transporte adaptado, à assistência social, ao atendimento terapêutico e ao suporte às famílias.
“A pessoa com deficiência não pode continuar sendo lembrada apenas em eventos, audiências ou campanhas. É preciso garantir ações concretas, recursos e respeito”, afirmou o deputado, anunciando que seguirá fiscalizando a aplicação dos recursos e cobrando a apresentação de políticas públicas efetivas para garantir dignidade e inclusão.