Estudo aponta crimes ambientais e insegurança como desafios na Amazônia

Um estudo do Instituto Igarapé revela que a Amazônia enfrenta uma combinação de crimes ambientais e insegurança, minando a confiança de empresas e afetando metas climáticas.

Estudo aponta crimes ambientais e insegurança como desafios na Amazônia

A sensação de insegurança é uma questão que afeta as comunidades, especialmente em áreas desertas e escuras, onde a presença do poder público é mínima e os criminosos agem livremente. Essa insegurança se intensifica em países, como o Brasil, onde o crime se infiltra nas instituições. A falta de confiança nas forças de segurança aumenta quando elas se mostram ineficazes ou são influenciadas por interesses criminosos.

Atualmente, essa sensação de insegurança é evidente na Amazônia. Um estudo apresentado pelo Instituto Igarapé e pela Amazon Investor Coalition, intitulado “Fora do Radar”, revela que a combinação de crimes ambientais, insegurança fundiária e ausência de um Estado de Direito afeta a confiança de empresas e compromete as metas climáticas. Esse ambiente cria um “ecossistema de crimes ambientais”, onde a inação do Estado faz com que comunidades se sintam abandonadas e vulneráveis.

Essa sensação de abandono se reflete, por exemplo, no aumento da população em situação de rua em Porto Velho. A situação desses moradores tem se agravado, com pessoas em situação de vulnerabilidade, como dependentes químicos e doentes mentais, espalhadas pelas ruas sem apoio das autoridades públicas. Muitas dessas pessoas dependem de assistência social limitada, como a prestada por instituições religiosas, e frequentemente buscam alimentos em lixeiras.

Do outro lado, a política em Rondônia está em movimento com a formação da Caminhada Esperança, uma coalizão composta por nove partidos que visa às eleições gerais do próximo ano. Este movimento já promoveu encontros em várias cidades e planeja um próximo fórum em Rolim de Moura no dia 22 de novembro, buscando construir chapas competitivas para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.

As decisões sobre candidaturas devem ser iniciadas em março de 2024, incluindo as opções para o governo do estado, onde o senador Confúcio Moura é um nome cotado. Também estão sendo considerados candidatos ao Senado, como o ex-senador Acir Gurgacz. Essa preparação culminará em convenções estaduais em julho de 2024, quando as candidaturas serão formalmente homologadas.

No cenário partidário, o PL de Rondônia, alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, está em busca de fortalecer sua presença política, recebendo deputados estaduais e federais durante a janela partidária de abril, quando é permitido a troca de partido sem penalizações.

As preocupações com a reeleição são evidentes entre os atuais parlamentares, que enfrentam uma concorrência acirrada, especialmente de vereadores da Câmara Municipal de Porto Velho. No entanto, os vereadores também se encontram em uma posição delicada, enfrentando escândalos e insatisfação do eleitorado, o que pode impactar suas chances eleitorais futuras.

Em um contexto mais amplo, Jaru, na semana passada, celebrou 44 anos de emancipação, destacando-se como uma importante bacia leiteira do estado. Ao mesmo tempo, no Pará, o governador Helder Barbalho lidera as pesquisas para o Senado. Em Cacoal, Joliame Fúria está se destacando como uma potencial representante na Câmara dos Deputados, após uma significativa votação nas eleições passadas. Além disso, o governo brasileiro está intensificando a segurança na tríplice fronteira do Amazonas, abordando o tráfico de cocaína que afeta a região.

Fonte das informações: Idaron