Adoção da agricultura 4 0 deve transformar o campo na Amazônia

Estudo aponta que agricultura moderna não é a principal causa do desmatamento; agricultura 4.0 pode avançar, mas falta infraestrutura e jovens são chave.

Adoção da agricultura 4 0 deve transformar o campo na Amazônia

Um estudo publicado na revista Agriculture Systems e divulgado no portal Semear Digital da Embrapa aponta que a maior parte do desmatamento na Amazônia não provém da agricultura moderna, mas de práticas que não trazem benefício às populações locais. Segundo os autores, atribuir à agricultura como um todo a culpa pelo desmatamento é incorreto; embora haja áreas com práticas atrasadas, o principal desmatamento tem outras origens.

A pesquisa identifica fatores de inovação capazes de promover efeitos em cadeia na adoção de tecnologias da chamada agricultura 4.0 no Brasil e propõe estratégias para ampliar seu uso de forma responsável no sistema agroalimentar. Entre os pontos destacados estão a ampla cobertura de internet no país e a difusão de celulares entre produtores, mas também a insuficiência de infraestrutura que impede a plena aplicação da internet das coisas nas propriedades.

Os autores ressaltam o papel dos jovens como agentes de mudança no meio rural, atuando como ponte entre o universo digital e a realidade das propriedades. A expectativa é que a integração maior de tecnologias e infraestrutura gere ganhos de produtividade e contribua para práticas mais sustentáveis.

No cenário político de Rondônia, observadores apontam que o candidato ao governo Adailton Fúria (PSD), ex-prefeito de Cacoal, tem evitado expor publicamente alguns aliados em eventos realizados em Porto Velho. Entre as ausências citadas estão Expedito Junior, figura apontada como mentor de candidaturas locais, e o atual governador Marcos Rocha.

Nas caminhadas e encontros de campanha, Fúria tem aparecido acompanhado do vice Everton Leoni, mas sem a presença pública dos aliados mencionados. Integrantes e analistas políticos avaliam que a omissão pode ser uma estratégia para reduzir desgaste político, mas também abre espaço para que adversários rememorem essas alianças ao longo do processo eleitoral.

O PT estadual tenta replicar um resultado que ocorreu no Acre, quando o ex-senador Jorge Viana reconquistou espaço nas pesquisas para o Senado. Petistas locais esperam uma reação similar em Rondônia, apesar do perfil conservador do eleitorado em parte da região, o que, segundo correligionários, torna mais difícil a mobilização de votos a favor de candidaturas tradicionalmente alinhadas à esquerda.

Na disputa por posições, o candidato do PSOL, Luís Carlos Teodoro, tem intensificado aparições públicas e adotado a saúde pública como tema central de campanha. Em entrevistas e agendas junto a veículos de comunicação, Teodoro denunciou falhas no atendimento estadual, apontando falta de medicamentos, demora por cirurgias e relatos de pacientes que morrem enquanto aguardam procedimentos.

Ao todo, sete postulantes figuram na corrida pelo Palácio Rio Madeira. A relação dos principais candidatos inclui nomes com diferentes bases partidárias e origem municipal, o que amplia o leque de estratégias eleitorais no estado.

  1. Marcos Rogério (PL) — senador, Ji-Paraná
  2. Adailton Fúria (PSD) — ex-prefeito, Cacoal
  3. Hildon Chaves (Federação/União Progressista) — ex-prefeito, Porto Velho
  4. Expedito Neto (PT / Federação Brasil Esperança) — Rolim de Moura
  5. Samuel Costa (PSB) — Porto Velho
  6. Luís Carlos Teodoro (PSOL) — Porto Velho
  7. Pedro Abib (MDB) — Porto Velho

Na agenda administrativa e legislativa, o prefeito de Porto Velho, Leo Moraes, anunciou um pacote de obras na capital que inclui a construção de quase 600 moradias populares para atender a demanda habitacional. A medida faz parte de ações programadas pelo Executivo municipal para ampliar oferta de casas populares.

No plano federal, o deputado Lucio Mosquini (PL-RO) comemorou a aprovação de um projeto de sua autoria que impede o embargo de propriedades rurais baseado exclusivamente em imagens de satélite. A proposta gera debates sobre fiscalização ambiental e os instrumentos utilizados pelo poder público.

Autoridades de segurança relatam aumento no tráfego de pequenas aeronaves nas fronteiras entre Rondônia, Acre e Amazonas, com uso dessas aeronaves para transporte ilegal de ouro e cocaína. Em operações, equipes já localizaram pistas de pouso improvisadas em fazendas, o que evidencia a complexidade e o risco da situação na região de fronteira.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo