Amazônia alcança ponto sem retorno e novas leis ambientais geram polêmica
A Amazônia é apontada como já estando em um ponto sem retorno, com a nova legislação ambiental gerando controvérsias no cenário político brasileiro.
Há 30 anos, ambientalistas previam que a Amazônia atingiria um ponto sem retorno, onde a humanidade perderia controle sobre as crises climáticas e ambientais. Por outro lado, negacionistas afirmavam que esse ponto jamais seria alcançado devido a intervenções governamentais e à capacidade de regeneração da natureza.
Atualmente, os negacionistas se tornaram menos incisivos, enquanto muitos ambientalistas acreditam que o ponto de não retorno já foi alcançado, com evidências visíveis em algumas regiões e tendências de reversão em outras.
Nesse contexto, surge a nova lei de licenciamento ambiental, conhecida como “PL da Devastação”, a qual foi aprovada no Congresso, mas recebeu 63 vetos do presidente Lula da Silva. Existe a possibilidade de que alguns ou todos os vetos sejam derrubados, considerando as mudanças políticas no Brasil desde o primeiro governo Lula, quando um projeto como este não teria chances de aprovação.
O crescimento demográfico de Rondônia tem sido um tema de preocupação, conforme as recentes estimativas do IBGE, indicando apenas um aumento de pouco mais de 5 mil habitantes nos últimos anos. Isso impacta diretamente na distribuição de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), gerando apreensão entre prefeitos que esperavam um cenário populacional diferente, especialmente com a migração de moradores para outros estados.
Os preparativos para as eleições de 2026 já começaram, com a classe política rondoniense se movimentando. Há crescente presença de práticas comuns em períodos eleitorais, como pesquisas questionáveis e alianças imprevistas, além de traições políticas e personagens disfarçados de candidatos evangélicos.
Recentemente, o vice-governador Sergio Gonçalves e o governador Marcos Rocha firmaram uma aliança com a ex-deputada Mariana Carvalho e o deputado Maurício Carvalho. Este acordo político visa garantir apoio em troca de algumas secretarias na administração estadual, fortalecendo as ambições eleitorais da dupla e permitindo acesso à máquina estatal.
Com essa aliança, a posição do tucano Hildon Chaves se tornou mais vulnerável, já que perdeu aliados significativos. Embora tenha apostado seu prestígio em apoiar Mariana Carvalho, sua situação política é agora mais delicada, com descontentamentos ressurgindo entre seus apoiadores.
Sergio Gonçalves e Marcos Rocha parecem trabalhar ativamente para desestabilizar a candidatura de Hildon Chaves, desejando a sua desistência. A falta de um vice e a ausência de uma chapa forte para as eleições estão complicando ainda mais o cenário para o tucano.
Os líderes de Rondônia, em contrapartida, celebram o crescimento econômico do estado e minimizam a migração em massa de cidadãos, que buscam novas oportunidades em estados como Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, além de João Pessoa, na Paraíba.
Em nota mais informal, destaca-se que Edgar Azevedo, empresário e ex-político, já não quer mais se envolver em questões políticas, mas continua ativo em sua paixão pelo sobrevoo do Rio Madeira. Outro ex-prefeito que se afastou da política é Sebastião Assef Valadares, que possui experiência em drenagem e saneamento básico. Entretanto, a seca que atinge o Acre também começou a afetar Rondônia, com rios como o Madeira e o Machado enfrentando grandes quedas em seus níveis, prejudicando a navegação.