Acordo Mercosul União Europeia permanece indefinido após quatro anos de negociações
O impasse do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul se arrasta por anos, enquanto o Brasil busca novos mercados na Ásia e África.
O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que aguarda as assinaturas necessárias desde 2019, se tornou um tema recorrente nas discussões sobre desenvolvimento econômico. Apesar das negociações terem durado 26 anos, e o acordo estar pronto para entrar em vigor, ele ainda não foi implementado, prolongando uma situação que se assemelha a um estado de coma. O acordo, se realizado, teria o potencial de reduzir os preços dos produtos agrícolas na Europa, beneficiando em maior escala a indústria europeia do que o agronegócio brasileiro.
Diante da incerteza sobre o futuro do acordo, o Brasil está voltando sua atenção para mercados na Ásia e na África. Recentemente, o país começou a enviar produtos como castanha-do-Brasil para o Japão, ovos processados para Singapura, e diversas carnes para o Egito e a Índia, com sinais de que esses negócios devem se intensificar nos próximos meses.
A política também se prepara para um período de movimentações significativas com a aproximação da janela partidária em abril, quando deputados estaduais e federais poderão trocar de partidos sem perder seus mandatos. Espera-se uma série de trocas no cenário político de Rondônia, especialmente entre aqueles que visam candidaturas ao Senado. Deputados como Fernando Máximo, atualmente no União Brasil, estão cogitando mudar para o PL, liderado por Marcos Rogério.
O deputado federal Lucio Mosquini, que atualmente pertence ao MDB, ainda não definiu seu novo partido, mas suas opções incluem legendas como o PL, os Republicanos e os Progressistas. A decisão é importante, considerando sua necessidade de se reposicionar diante de concorrentes locais, como o ex-prefeito José Amauri, que está preparando a ex-deputada estadual Cassia dos Muletas para uma candidatura.
Além disso, muitos políticos em Rondônia estão projetando candidaturas familiares. Em Vilhena, o senador Jaime Bagatolli está planejando a candidatura de sua esposa, enquanto o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, visa eleger sua primeira-dama, Joliane, para a Câmara dos Deputados. Na capital, o ex-prefeito Hildon Chaves está com planos similares para sua esposa, Ieda Chaves, na Assembleia Legislativa.
A renovação na Assembleia Legislativa também está em pauta, com deputados como Delegado Camargo, que se lancará ao Senado, contribuindo para mudanças esperadas entre os atuais titulares. Além disso, dois deputados estão inelegíveis, e há questionamentos sobre a capilaridade eleitoral de outros parlamentares.
Com a aproximação das eleições de 2026, diversos nomes estão emergindo nas listas de possíveis candidatos para a Assembleia Legislativa. A capital já conta com nomes como o vereador Marcio Pacele e o secretário municipal Paulo Moraes Filho como bons candidatos. Outros políticos expressivos incluem ex-deputados e líderes de destaque na região.
Enquanto isso, o MDB de Porto Velho está ampliando sua base de candidatos, com Williames Pimentel reforçando a candidatura à Assembleia Legislativa. O ex-prefeito Roberto Sobrinho também se encontra em discussões sobre sua possível candidatura, tanto à Câmara dos Deputados quanto à Assembleia Legislativa. Aqueles que enfrentam inelegibilidade estão considerando lançar membros da família, como irmãos e filhos, para manter a conexão política e contemplar as próximas eleições.