Marcos Rogério lidera em Rondônia e sofre ataques de adversários

Crise expõe vínculos entre políticos e bancos; enquanto mexericos dominam, o Plano nacional de bioeconomia surge como alternativa para retomar a economia.

Marcos Rogério lidera em Rondônia e sofre ataques de adversários

A crise envolvendo o Master expôs, na visão de analistas e parte da sociedade, a estreita relação entre políticos e interesses do setor financeiro, que aparece como um dos maiores beneficiados na condução da economia nacional. A combinação de pressões legislativas e entraves burocráticos tem sido apontada como obstáculo à correção desses desvios, enquanto a população enfrenta altos níveis de endividamento e tarifas elevadas.

No âmbito econômico, uma medida destacada nos últimos meses foi a aprovação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia. O programa, resultado de longas discussões, propõe aproveitar de forma sustentável os recursos naturais com foco em tecnologia, inclusão social e geração de renda, como estratégia para impulsionar o desenvolvimento e reduzir impactos das crises políticas na economia real.

Em Rondônia, com o calendário eleitoral em aquecimento, começam a se desenhar os primeiros debates entre os pré-candidatos ao governo estadual. Entre os nomes em destaque estão o senador Marcos Rogério (PL), apontado como favorito, o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), o petista Expedito Neto, o socialista Samuel Costa (PSB) e o candidato Pedro Adib. Ainda há expectativa sobre a participação e o desempenho de outros postulantes.

Nos bastidores, Marcos Rogério tem sido alvo dos adversários por suposta omissão em temas locais, como o pedágio, e por críticas relativas ao preço da energia, vinculadas ao seu voto favorável à privatização da Eletrobrás. Também há cobranças por medidas consideradas insuficientes para reduzir o custo das passagens aéreas.

Adailton Fúria intensificou ações em Porto Velho — município que concentra cerca de dois terços do eleitorado estadual — numa estratégia para polarizar com Rogério. Fúria tem recorrido a atos de campanha e visitas às avenidas da capital acompanhado pelo ex-deputado estadual Everton Leoni, seu candidato a vice. A tática busca ganhar visibilidade e minar a vantagem do líder nas pesquisas.

Fúria, por sua vez, é acusado por adversários de atuar como uma alternativa alinhada ao governo federal, o que provoca resistência entre eleitores conservadores. Nos primeiros movimentos da campanha, ele tem concentrado ataques em Rogério e evitado confrontos diretos com Hildon Chaves e Expedito Neto, numa tentativa de projetar equilíbrio.

O jogo político em Cacoal também tem registrado conflitos: o vice-prefeito Tony Pablo, que assumiu a titularidade do executivo local, tem adotado posturas que enfraquecem a candidatura de Fúria no município. Há suspeitas nos bastidores de que interesses ligados a Rogério estariam por trás dessas movimentações, o que pode ampliar o confronto antes mesmo das convenções partidárias previstas para julho.

Além da disputa eleitoral, Rondônia enfrenta desafios sociais persistentes. Três décadas após a chacina de Corumbiara, o estado permanece entre os mais afetados por conflitos agrários do País, ao lado de unidades federativas como Pará, Maranhão e Bahia. Autoridades e movimentos sociais também apontam aumento nos índices de feminicídio no meio rural nos últimos anos.

No campo das candidaturas proporcionais, o ex-prefeito de Porto Velho Mauro Nazif já articula a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, e outros ex-prefeitos, como Carlos Magno (Ouro Preto do Oeste), retornam às urnas com pretensões de compor o Legislativo estadual.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo