Selo Amazônia essencial para competitividade e industria verde
Proposta de selo para a Amazônia quer ampliar rastreabilidade e atrair investimentos para cadeias sustentáveis na floresta, impulsionando indústria verde.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estuda a criação do Selo Amazônia, iniciativa que visa fortalecer cadeias produtivas sustentáveis na região. O objetivo é ampliar a rastreabilidade de produtos, atrair investimentos e melhorar a competitividade de negócios que atuam com práticas de baixo impacto ambiental, integrando essas ações a uma política industrial verde.
Os idealizadores apontam que, apesar dos riscos que podem inviabilizar a proposta, o selo é considerado um instrumento quase indispensável para fomentar um desenvolvimento mais responsável na floresta e levar produtos amazônicos a versões mais valorizadas no mercado.
Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), apresentado no final do ano passado, alerta para os custos econômicos da mudança climática: cenário atual pode reduzir o PIB global e, ao mesmo tempo, destaca que investir em clima estável, conservação do solo e redução da poluição pode gerar ganhos econômicos substanciais, evitar mortes e reduzir pobreza e fome. Esses achados reforçam a lógica de que iniciativas como o Selo Amazônia têm papel relevante na articulação entre conservação e desenvolvimento.
Nas eleições de 2026, na região Norte, emergem como líderes nas pesquisas os senadores Marcos Rogério (PL), em Rondônia; Allan Rick (Republicanos), no Acre; Omar Aziz (PSD), no Amazonas; e a governadora Anna Hassan (MDB), no Pará. Em diferentes estados, governadores aparecem divididos entre apoios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Flávio Bolsonaro, com menções a nomes como o de Ronaldo Caiado.
No Pará, a pré-candidata Anna Hassan conta com o apoio do ex-governador Helder Barbalho, cuja influência política e aprovação são destacadas na região. Acre e Rondônia têm histórico recente de resultados eleitorais mais conservadores.
O senador Confúcio Moura (MDB) confirmou que disputará reeleição ao Senado. Político com histórico de sucessivas vitórias em cargos como prefeito, deputado e governador, ele poderá ter como nome de sua chapa o ex-ministro da Previdência Amir Lando. Caso Lando não seja indicado, estuda-se a possibilidade de ele disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em Porto Velho, a oferta turística ainda é incipiente quando comparada a destinos tradicionais como Gramado, Foz do Iguaçu, Manaus e Fortaleza. Uma queixa recorrente de visitantes é a qualidade do atendimento em lojas, supermercados, bares, restaurantes e serviços de táxi. Entidades como o Clube dos Diretores Lojistas e a Fecomércio, em parceria com órgãos municipais e estaduais, são apontadas como responsáveis por promover treinamentos e qualificar o atendimento ao público.
Adversários dos candidatos da base do governo federal em Rondônia avaliam um cenário eleitoral desfavorável para nomes como Expedito Neto (PT) e Adailton Fúria (PSD), cuja coordenação está atribuída ao ex-senador Expedito Júnior. Problemas de infraestrutura e uso de serviços públicos são apontados como fatores de desgaste: a ponte binacional entre Guajará-Mirim e a Bolívia ainda não saiu do papel, tarifas elevadas de pedágio na BR-364 e o preço das passagens aéreas — entre as mais altas do País — alimentam insatisfação popular que pode refletir nas urnas em outubro.
As pautas que devem nortear as campanhas estaduais incluem segurança pública, saúde, educação, saneamento básico, mobilidade urbana e políticas de industrialização para geração de emprego e renda. Entre as prioridades mencionadas estão ações para reduzir a influência de organizações criminosas na política e em contratos públicos, além de medidas para conter o êxodo populacional, cuja consequência direta é a queda na arrecadação e na capacidade de atendimento de serviços.
Recentes medidas de ajuste em Rondônia, como demissões no âmbito estadual e contingenciamento de verbas pela prefeitura de Porto Velho, intensificam o debate sobre gestão fiscal e a oferta de serviços públicos no estado.
Observadores locais também destacam efeitos do fenômeno El Niño, que já se manifesta em várias regiões do país e ameaça Rondônia com escassez hídrica nos próximos meses: níveis de rios em queda e redução no volume de poços domésticos são reportados. No comércio, a expansão de grandes redes de supermercados em Porto Velho foi associada ao fechamento de dezenas de mercadinhos de bairro. Além disso, políticos locais relatam pressões e tentativas de constrangimento por parte de comunicadores durante o período eleitoral.