Donos da Mediall presos pela PF afetam hospitais em Rondônia

Prisões dos donos da Mediall pela PF abrem investigação sobre contratos de R$110 mi e ameaçam gestão de hospitais em Guajará-Mirim e Machadinho d'Oeste.

Donos da Mediall presos pela PF afetam hospitais em Rondônia

A prisão dos donos da Mediall Brasil pela Polícia Federal na última quarta-feira (15) afetou a gestão de serviços de saúde em outros municípios de Rondônia onde a empresa atua. Além do Hospital Regional de Guajará-Mirim, a Mediall responde pela administração do Hospital Municipal de Machadinho d'Oeste.

Os empresários Hilton Rinaldo Salles Piccelli e Rudson Teodoro da Silva foram detidos em Goiás durante as operações Makot Mitzrayim e Rio Vermelho. A investigação da PF envolve suspeitas de uso de empresas de fachada, superfaturamento de contratos e pagamento de propina a agentes públicos. Um terceiro sócio, Roberto Leandro Carvalho, é considerado foragido.

Em Guajará-Mirim, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) apura um contrato emergencial de R$ 110 milhões celebrado com a Mediall, sob a suspeita de "emergência ficta" — situação em que a omissão do poder público justificaria indevidamente a dispensa de licitação.

Em Machadinho d'Oeste, a prefeitura ainda não informou quais medidas adotará para garantir a continuidade dos atendimentos nem se haverá revisão dos repasses feitos à organização responsável pela gestão do hospital municipal.

O histórico da empresa no estado inclui sanções administrativas. O TCE-RO declarou ilegal o pregão e o contrato firmados para a gestão do Hospital Municipal Dr. Onassis Ferreira dos Santos, apontando ausência de estudos técnicos, falta de comprovação de vantajosidade econômica e desrespeito à prioridade legal para entidades filantrópicas.

O tribunal aplicou multas ao prefeito Paulo Henrique dos Santos e à secretária de Saúde Margarete Hantt Marcolino pela condução irregular do processo. Para evitar o colapso no atendimento, a Corte modulou a decisão e manteve o vínculo provisoriamente válido, estabelecendo prazo de até um ano para que o município adote novo modelo de gestão. O TCE-RO também determinou a cobrança judicial das sanções caso não haja pagamento voluntário.

Fonte das informações: Rondoniaovivo