Professores ocupam Secretaria de Educação em Porto Velho por melhorias na educação
Professores ocupam a SEDUC em Porto Velho, reivindicando melhorias salariais e condições de trabalho. A greve, iniciada em 6 de novembro, continua sem data para término.
Professores ocupam o prédio da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) no Centro Político-Administrativo do Estado de Rondônia, em Porto Velho (RO), desde a manhã de terça-feira, dia 19, como parte de um protesto pacífico por melhorias na educação. O movimento conta com a participação de educadores de diversas regiões do estado, especialmente aqueles associados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero).
A greve, iniciada em 6 de outubro, não possui previsão para término. Entre as principais reivindicações do Sintero estão: aumento da gratificação por titulação, ampliação do auxílio-transporte, reajuste do auxílio-alimentação, a realização de um concurso público unificado e a equiparação salarial entre os técnicos de níveis 1 e 2.
Os professores, críticos da administração do governador Marcos Rocha (UB), utilizam megafones para expressar suas queixas sobre a baixa remuneração e a gestão da secretária de Educação, Ana Lúcia S. S. Pacini. A segurança do Palácio, composta por policiais militares, está acompanhando a manifestação.
A presidenta do Sintero, Dioneida Castoldi, está em negociações com representantes do Governo Estadual. Em uma entrevista anterior, Castoldi afirmou que "é o Governo Estadual quem decide quando a greve acaba".
Na tarde de hoje, a SEDUC emitiu uma nota sobre a manifestação, reafirmando seu respeito e reconhecimento aos profissionais da educação. A pasta informou que mantém um diálogo contínuo com a categoria, sempre dentro dos limites legais, com o compromisso de valorizar os educadores e garantir uma educação pública de qualidade para todos os estudantes de Rondônia.
A nota também destacou que o gabinete de crise da SEDUC está em reunião com representantes do Sintero para ouvir suas reivindicações e buscar soluções que equilibrem as demandas da classe com a responsabilidade fiscal do Estado.