Disputa em Rondônia esquenta entre Marcos Rogério e Adailton Fúria
Plano Clima 2024-2035 prevê metas amplas de adaptação e mitigação, mas especialistas e histórico de planos nacionais alertam para risco de não cumprimento.
O Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima 2024–2035) busca reorganizar a economia brasileira e orientar o modelo de desenvolvimento para a justiça social, com medidas de adaptação, mitigação de gases de efeito estufa e estratégias transversais de ação climática.
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) acompanhou a elaboração do plano ao longo dos últimos anos, observando atividades de ministérios, governos estaduais e municipais e da sociedade civil. O Plano Clima deriva da Política Nacional sobre Mudança do Clima, instituída em 2009, e foi estruturado em três eixos principais: adaptação, mitigação e estratégias transversais.
A Estratégia Nacional de Adaptação, que faz parte do plano, reúne 13 diretrizes, 9 objetivos, 12 metas nacionais e 16 planos setoriais. Esses planos setoriais contêm 312 metas e preveem 810 ações a serem implementadas. Especialistas e observadores questionam se esse volume de metas e ações será efetivamente cumprido, ressaltando a necessidade de monitoramento, capacidade institucional e financiamento para que o plano atinja seus objetivos.
Em Rondônia, com as convenções partidárias se aproximando, o cenário para as eleições majoritárias ainda não está definido. Marcos Rogério (PL) aparece liderando pesquisas de intenção de voto para o governo estadual e trabalha para conquistar o apoio do ex-governador Ivo Cassol, além de buscar um vice competitivo na capital, Porto Velho.
O ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) é outro postulante em evidência, mas tem recebido críticas sobre sua experiência por parte do ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves. Adailton tenta ampliar sua presença na capital e conta com apoio de articuladores locais, enquanto aposta no respaldo da estrutura administrativa do atual governo estadual.
Os principais atores da pré-campanha têm estratégias semelhantes: reduzir a vantagem de Hildon Chaves em Porto Velho, cidade que concentra cerca de um terço do eleitorado rondoniense. Marcos Rogério foca em compor a chapa com um vice de peso na capital e em fortalecer alianças para sua candidatura ao Senado, enquanto Adailton busca consolidar apoios e também prospecta um vice portovelhense.
Houve desistências recentes de nomes que especularam disputar vagas no Senado em Rondônia, e a chapa alinhada ao bolsonarismo enfrenta resistência urbana maior do que no interior do estado, onde o eleitorado tende a ser mais conservador e influenciado por lideranças locais do setor produtivo.
No âmbito municipal, surgiram episódios de conflito público: o vereador Breno Mendes foi acusado de cobrar propina de prestadoras de serviço da prefeitura de Porto Velho; ele negou as acusações, prestou contas à população e anunciou que pretende processar os que o acusaram. Também houve atrito entre o vereador Devanir Santana e o prefeito Leo Moraes após Santana ter sido impedido de falar durante inauguração de conjuntos habitacionais.
Moradores relataram problemas em vários apartamentos entregues nos conjuntos recentes, o que coloca em questão a fiscalização durante a obra e a entrega, com apontamentos sobre falhas de controle por parte dos órgãos financiadores e das empreiteiras responsáveis.