Fundo Amazônia celebra 17 anos e debate impacto em sociedade e saúde

Fundo Amazônia completa 17 anos e provoca reflexões sobre sua eficácia em preservar a floresta, apontando a necessidade de ações concretas para resultados.

Fundo Amazônia celebra 17 anos e debate impacto em sociedade e saúde

A comemoração dos 17 anos do Fundo Amazônia, realizada em agosto, trouxe à tona importantes reflexões sobre o futuro da floresta. Um dos questionamentos centrais é quantos anos ainda serão necessários para que o Fundo produza seus resultados desejados, mudando o modelo de exploração predatória para um que valorize a floresta em pé. Essa ideia, apesar de simples, precisa ser respaldada por dados concretos e pela melhoria das condições de vida das comunidades locais.

É relevante recordar que 170 anos atrás, a Amazônia enfrentou sua primeira grande epidemia, provocada pela chegada de navios de Portugal, o que resultou em alta mortalidade e evidenciou as deficiências da saúde no Império. Este exemplo histórico evidencia como boas iniciativas podem demorar se estabelecer na sociedade, enquanto uma epidemia pode causar efeitos devastadores rapidamente, como demonstrado pela Covid-19.

Na época, acreditava-se que a cólera poderia ser combatida através de fé e com o uso de quinaquina, um remédio que se mostrou ineficaz, semelhante ao caso da cloroquina. Apesar de o médico inglês John Snow ter identificado a transmissão da doença pela água contaminada, as autoridades demoraram em reconhecer a urgência de implementar saneamento básico. Assim, surge a esperança de que os objetivos do Fundo Amazônia não levem tanto tempo para se concretizar.

No último sábado, a Federação Rondônia Esperança, composta por nove partidos, promoveu um encontro importante em Ji-Paraná, demonstrando força na região. Os militantes começaram a se mobilizar em torno da candidatura do senador Confúcio Moura ao governo e do ex-senador Acir Gurgacz ao Senado. Durante o evento, os líderes políticos discutiram também a formação de chapas para as 24 cadeiras da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados.

Nos preparativos para as eleições de 2026, o cenário político no estado de Rondônia tem se intensificado. Em Porto Velho, observa-se uma fragmentação entre três candidatos ao governo: o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o deputado federal Fernando Máximo, que deve concorrer pelo Podemos. Essa cisão pode beneficiar candidatos do interior, como Confúcio Moura e o atual prefeito de Cacoal, Adailton Fúria.

No Cone Sul de Rondônia, a família Donadon esperava eleger Natan Donadon, ex-deputado federal, porém ele permanece inelegível devido à lei da ficha limpa. Apesar disso, o clã mantém influência na política local, com a eleição de deputados estaduais e outros representantes ao longo dos anos. O ex-prefeito Melki Donadon atualmente lidera as articulações familiares.

Com Natan fora da disputa, o deputado estadual Ezequiel Neiva pode ter uma trajetória mais tranquila na busca por uma vaga na Câmara dos Deputados. Neiva foi um dos mais votados nas eleições recentes e sua família, os Neiva de Carvalho, está em ascensão política. Seu filho, Wiveslando, está se preparando para competir por uma cadeira na Assembleia Legislativa, representando uma nova geração na política estadual.

Na região central do estado, o deputado federal Lucio Mosquini, atualmente no MDB, está em vias de mudar de partido na janela partidária de abril. Embora inicialmente tenha considerado concorrer ao Senado ou ao governo, Mosquini agora planeja buscar a reeleição. Por sua vez, o senador Marcos Rogério anunciou sua intenção de concorrer novamente, provavelmente em colaboração com Bruno Scheidt, pecuarista e afilhado político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ji-Paraná promete ser um cenário eleitoral vibrante nas próximas eleições, com Marcos Rogério, Bruno Scheidt, a deputada federal Silvia Cristina (PP) e o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) disputando para o Senado. A candidatura de Gurgacz, elegível a partir de fevereiro, será apoiada pela Federação Brasil Esperança, que reúne nove partidos, beneficiando tanto o centro quanto a esquerda, aproveitando a fragmentação conservadora.

No Vale do Jamari, a situação parece direcionar dois deputados federais (Thiago Flores e Rafael Fera) rumo à reeleição, e a candidatura do Delegado Camargo ao Senado, além de Confúcio Moura ao governo estadual. A região, que na última eleição viu a ascensão de candidatos conservadores, testemunhará tentativas de recuperação por parte dos clãs Follador e Amorim, que buscam se reabilitar após perdas eleitorais.

Em Porto Velho, o mercado de farmácias enfrenta a pressão da concorrência de grandes redes, como Ultrafarma e Drogasil, levando a algumas a fechar as portas. Apesar disso, as grandes redes continuam a expandir suas operações, indicando um mercado promissor. Recentemente, um vereador foi preso em Manaus por envolvimento em práticas ilegais, evidenciando questões similares em Rondônia, onde a corrupção na política é uma preocupação constante.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo