Deputados questionam secretário sobre crise na saúde de Rondônia em reunião tensa
O secretário da Saúde, Jeferson Rocha, prestou esclarecimentos sobre problemas na saúde pública de Rondônia, enfrentando críticas por falta de soluções efetivas.
O secretário de Estado da Saúde, Jeferson Rocha, foi convocado pela Comissão Geral de Saúde da Assembleia Legislativa de Rondônia para prestar esclarecimentos sobre a crítica situação da saúde pública no estado. A reunião, realizada na última terça-feira, focou nos atrasos na construção do novo Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro), além da demora para a realização de exames essenciais.
Durante a sessão, os deputados expressaram sua insatisfação com as justificativas apresentadas por Rocha, que não foram suficientes para acalmar os ânimos. A situação é considerada alarmante, com o aumento das reclamações dos pacientes que dependem das unidades de saúde administradas pelo governo estadual.
Um dos principais pontos em discussão foi o andamento da construção do Heuro. Apesar das promessas feitas pelo governador Marcos Rocha e sua equipe ao longo dos dois mandatos, não houve progresso na obra, e os deputados questionaram a destinação dos recursos anunciados para a construção.
A unidade de saúde Pronto Socorro João Paulo II também foi alvo de críticas. Os parlamentares destacaram a superlotação, a falta de leitos e a carência de profissionais, resultando em condições precárias que afetam a qualidade do atendimento. A falta de estrutura para atender a demanda crescente tem gerado grande preocupação entre os deputados.
Outro tema relevante abordado foi a demora na realização de exames clínicos, que pode comprometer o tratamento dos pacientes. A deputada estadual Dra. Taíssa (Podemos) trouxe à tona a alarmante situação de mais de 11 mil pacientes em espera por ressonâncias magnéticas, o que evidencia a urgência de uma solução.
Embora tenha reconhecido a gravidade dos problemas, Jeferson Rocha não apresentou soluções concretas que prometessem melhorias. Ele mencionou que a terceirização de serviços seria uma alternativa, mas a oferta atual de exames é insuficiente, com apenas 15 vagas diárias disponíveis em uma das unidades credenciadas.
As respostas vagas do secretário provocaram descontentamento entre os deputados, que esperam um compromisso mais sério com a gestão da saúde no estado. A Comissão Geral de Saúde da Assembleia Legislativa decidiu intensificar a fiscalização sobre as ações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e acompanhar de forma rigorosa as ações do governo em busca de soluções efetivas.