Coronel Chrisóstomo solicita prisão preventiva de advogada por falso testemunho
O deputado Coronel Chrisóstomo protocolou pedido de prisão preventiva contra a advogada Tônia Galetti por suposto falso testemunho à CPMI do INSS.
O deputado federal Coronel Chrisóstomo, do PL de Rondônia, protocolou um pedido de prisão preventiva contra a advogada Tônia Galetti, ex-dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), na quinta-feira, dia 23. A solicitação foi enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e alega que Tônia forneceu informações falsas sob juramento durante seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O documento apresentado por Chrisóstomo indicou que as declarações feitas por Tônia em 20 de outubro apresentam 'flagrante contradição' com informações que surgiram a partir da quebra de sigilo do Sindnapi. O pedido de prisão baseia-se no artigo 342 do Código Penal, que tipifica o crime de falso testemunho. O deputado argumenta que a prisão é essencial para preservar a integridade das investigações e a autoridade da CPMI.
A ação do deputado Coronel Chrisóstomo é apoiada por outros parlamentares, incluindo Coronel Fernanda (PL-MT), Zé Trovão (PL-SC), Fernando Rodolfo (PL-PE) e Bia Kicis (PL-DF), todos aliados na oposição ao Governo Federal.
Durante a CPMI, o relator Alfredo Gaspar, do União de Alagoas, revelou indícios de transferências de valores irregulares superiores a R$ 20 milhões do Sindnapi para o escritório de advocacia de Tônia e empresas de familiares. A quebra de sigilo indicou a existência de repasses sem documentação comprovando a prestação de serviços, segundo Gaspar, com dados da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU).
Tônia Galetti refutou as acusações, assegurando que os valores recebidos correspondem a trabalhos legítimos. Contudo, a CPMI investiga possíveis desvios de até R$ 6 bilhões em aposentadorias e pensões, decorrentes de cobranças fraudulentas por sindicatos e associações conveniadas ao INSS. Tônia, filha de José Batista Inocentini, fundador do Sindnapi e um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma das principais investigadas no processo.
Coronel Chrisóstomo enfatizou: "A CPMI não pode ser desrespeitada com mentiras. Quem faltar com a verdade precisa responder à Justiça".