Marcos Rogério é o favorito em meio a racha nas candidaturas ao governo de Rondônia
O cenário político em Rondônia se intensifica com várias candidaturas ao governo, destacando um racha entre os concorrentes e novas alianças em formação.
O presidente Lula da Silva frequentemente destaca avanços na pesquisa sobre a floresta amazônica, no entanto, dados indicam que a maior parte dos recursos destinados a esse setor é utilizada por cientistas de fora da região. Embora o investimento externo seja positivo, isso revela um padrão contínuo: muitos pesquisadores locais ainda não têm o mesmo suporte.
A Amazônia nunca foi tão estudada quanto atualmente, mas é essencial promover que os cientistas da região se sintam incentivados a desenvolver pesquisas locais. Os especialistas do Norte têm uma vantagem em relação ao conhecimento do território, e direcionar recursos para esses profissionais pode impulsionar descobertas mais rapidamente e de maneira mais eficaz.
No campo político, diversas candidaturas ao governo de Rondônia começam a se confirmar. Entre os postulantes estão o senador Marcos Rogério (PL), o prefeito Adailton Fúria (PSD), o prefeito Flori Cordeiro (Podemos), o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB), o ex-deputado federal Expedito Neto (PT), Samuel Costa (Rede) e o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil). Considerando que a aliança liderada pelo MDB, PDT e PSB deverá indicar um candidato próprio, há a expectativa de um recorde de concorrentes ao Palácio Rio Madeira.
Dentro desse cenário, percebem-se divisões regionais em Rondônia, principalmente entre as candidaturas de Marcos Rogério, Adailton Fúria e Flori Cordeiro. Ademais, foi identificado um racha entre os bolsonaristas, com disputas internas entre as forças do PL, de Rogério, e o grupo político do governador Marcos Rocha, agora no PSD. Informações indicam que Marcos Rocha e o vice-governador Sergio Gonçalves estariam, por ora, fora da disputa direta.
No cenário eleitoral, o candidato que atingir o segundo turno contra Marcos Rogério pode ter chances reais de vitória. Contudo, Rogério, que conta com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrentará uma disputa acirrada, enquanto Adailton Fúria tenta se consolidar com apoio estratégico, incluindo figuras do governo local e ex-governadores.
Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho, está colocando energias em sua candidatura, o que indica uma possível reconfiguração nas dinâmicas de poder. Sem a concorrência de pessoas que poderiam ameaçar sua posição, Chaves surge como um forte candidato, especialmente perante a divisão entre os rivais.
A polarização no cenário eleitoral pode mudar, com Hildon Chaves posicionando-se como um competidor significativo contra Marcos Rogério no segundo turno. As alianças que o ex-prefeito conseguir montar serão cruciais em sua campanha, potencializando suas chances de sucesso.
Por outro lado, o atual prefeito Adailton Fúria está planejando sua estratégia política, contando com a máquina do governo e alianças como a de Ivo Cassol. Planejam também um distanciamento de Expedito pai, para evitar a impressão de mancomunação com a mudança de partido do filho.
Além disso, ambas as municipalidades de Cacoal e Ariquemes estão em processo de construção de novas rodoviárias, com Ariquemes liderando o cronograma de obras. Porto Velho, sob a administração do ex-prefeito Hildon Chaves, está em transformação, com esforços para embelezar a cidade e tornar certas áreas mais apresentáveis. A gestão atual de Leo Moraes também enfrenta críticas relacionadas à limpeza e segurança em algumas regiões da cidade.
O ex-deputado estadual Jair Montes, atual presidente do Avante, expressou satisfação pelo envolvimento de lideranças em sua legenda, prevendo uma participação significativa nas eleições para a Assembleia Legislativa. Eles esperam conseguir emplacar pelo menos dois deputados estaduais.