Semagric e Defesa Civil alinham ações contra cheias Baixo Madeira
Semagric e Defesa Civil alinham ações para mapear áreas alagáveis no Baixo Madeira, estimar perdas e agilizar decreto de emergência para proteger produtores.
A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric) e a Defesa Civil Municipal realizaram reunião de alinhamento estratégico para fortalecer ações contra os impactos das cheias, com foco nas comunidades rurais da região do Baixo Madeira.
O encontro teve como objetivo consolidar informações sobre áreas sujeitas a alagamento, levantar danos já ocorridos e antecipar perdas produtivas, além de dar seguimento ao processo para decretação de Situação de Emergência no município.
O processo de reconhecimento municipal está em tramitação na Secretaria‑Geral de Governo (SGOV) e, para avanço ao reconhecimento federal, depende de parecer da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semias).
Segundo o secretário da Semagric, Douglas Bener, o trabalho conjunto visa garantir respostas mais rápidas e efetivas. “Estamos reunindo dados diretamente das comunidades para entender o impacto real na produção rural. Esse levantamento é essencial para que possamos agir com rapidez, reduzir prejuízos e já planejar a recomposição dessas áreas produtivas”, afirmou.
O superintendente da Defesa Civil, Marcos Berti, informou que o município mantém monitoramento constante da situação hídrica e que boletins meteorológicos indicam possibilidade de novo repique do rio Madeira, com previsão de atingir cota entre 15 e 15,20 metros. Caso se confirme, comunidades atendidas atualmente e outras localidades, como Ressaca, podem ser novamente impactadas.
Durante a reunião, técnicos da Defesa Civil e da Semagric mapearam impactos existentes nas áreas agrícolas e projetaram cenários futuros, com o objetivo de subsidiar medidas preventivas e a formalização do decreto de emergência.
“Já estamos prevendo as perdas produtivas e discutindo os caminhos para a recuperação dessas áreas. A ideia é minimizar os prejuízos dos produtores e garantir condições para que eles possam retomar suas atividades o mais rápido possível”, reforçou Douglas Bener.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância da atuação integrada: “Estamos trabalhando de forma preventiva e coordenada para reduzir os impactos das cheias, apoiar as comunidades atingidas e garantir uma resposta rápida do município. Nosso compromisso é proteger as pessoas e minimizar os prejuízos, principalmente para os produtores rurais”.
Conforme levantamento técnico, as áreas mais suscetíveis a alagamentos concentram‑se na região do Baixo Madeira. Entre as comunidades identificadas na margem direita estão:
- Conceição da Galera
- Tira Fogo
- Pombal
- Santa Catarina
- Bom Fim
- Boa Vitória
- Lago do Cuniã
- Ilha Nova
- Ressaca
- Firmeza
- Ilha de Assunção
- Terra Firme
- Papagaios
Na margem esquerda, foram apontadas como mais vulneráveis as localidades do Ramal São Miguel (Gleba Cuniã), Maravilha II, Mutuns, Bom Jardim, Pau D’Arco e Itacoã.
As autoridades informaram que outras áreas poderão ser incluídas conforme a evolução do cenário e novos levantamentos técnicos. A ação integrada busca atuar de forma preventiva, organizada e eficiente para reduzir os impactos sociais e econômicos das cheias, com atenção especial aos produtores rurais da região.