Show de 450 mil em Guajará Mirim questiona prioridades do governo

Gasto de R$450 mil em show financiado por emenda em Guajará-Mirim gera críticas sobre prioridades municipais e pede transparência sobre aplicação do recurso.

Show de 450 mil em Guajará Mirim questiona prioridades do governo

Guajará-Mirim voltou ao centro do debate público após a realização de um show que custou R$ 450 mil aos cofres municipais. O valor foi pago por meio de uma emenda parlamentar e financiou a apresentação da cantora Juliana do Bonde.

A atração animou o público com um repertório de forte apelo popular, incluindo canções de teor sexual, e deixou a cidade após receber o cachê contratado. A contratação e o montante desembolsado geraram questionamentos imediatos entre moradores e lideranças locais.

O episódio reacende o contraste entre investimentos em eventos e a situação da infraestrutura local. Moradores apontam que, enquanto recursos consideráveis foram destinados a uma única apresentação, problemas antigos como ruas esburacadas e carência de serviços básicos permanecem sem solução.

Especialistas e parte da população reconhecem a importância de investir em cultura e lazer, que movimentam a economia local e oferecem entretenimento. No entanto, há debate sobre prioridades orçamentárias: muitos se perguntam o que poderia ter sido atendido caso o mesmo montante tivesse sido alocado em áreas essenciais.

A gestão municipal também sofreu críticas. O prefeito Fábio Garcia de Oliveira, conhecido como Netinho, passou a ser cobrado por opositores e cidadãos por prestar esclarecimentos sobre os critérios de aplicação dos recursos e sobre a priorização de gastos.

A crítica concentra-se na decisão administrativa de destinar verba pública para um único evento de grande custo, e não na artista, que atuou conforme contratado. Para diversos moradores, o fato de o show durar poucas horas enquanto os problemas urbanos persistem evidencia uma escolha de prioridades contestada pela comunidade.

Após o evento, além das lembranças do espetáculo, o que permanece são as demandas não atendidas na rotina da cidade. Diante disso, cresce a exigência por transparência: moradores e observadores pedem a divulgação do plano de trabalho associado à emenda parlamentar e o detalhamento ponto a ponto dos gastos realizados.

Fonte das informações: Rondoniaovivo