Rondônia se prepara para eleições com alertas sobre arrivistas na política
Rondônia se prepara para as eleições de outubro, com crescimento de candidaturas que devem ser avaliadas criticamente. Eleitores enfrentam a escolha entre candidatos com passado polêmico e aqueles que realmente se dedicaram ao serviço público.
O ano de 2023 começou agitado no cenário político de Rondônia, com as eleições de outubro se aproximando e diversos candidatos se manifestando, tentado ocupar cargos eletivos. A busca pelo poder tem atraído muitos aspirantes, gerando preocupações sobre a qualidade do processo eleitoral diante da quantidade de candidatos.
Historicamente, na década de 80, os primeiros passos da política em Rondônia foram marcados por candidatos que buscavam ocupar espaços vazios, sem preparo. Essa realidade permitiu que muitos aventureiros se lançassem ao processo. Contudo, o Estado evoluiu e não é mais um local onde qualquer um pode se apresentar, colher votos e desaparecer, como fez o ex-deputado federal Múcio Athaíde.
O eleitor rondoniense se acostumou a lidar com a corruptibilidade e a falta de caráter de alguns políticos. A história está repleta de figuras que, após ocuparem cargos, deixaram um legado de promessas não cumpridas e escândalos. Tais episódios geraram um desgaste significativo na confiança do eleitor.
Atualmente, o Estado exige mais responsabilidade e compromisso dos candidatos. A política passou a ser mais exigente, separando aqueles que realmente se dedicam ao bem público dos oportunistas que aparecem a cada eleição com promessas vazias. A paciência da população está se esgotando, e a consciência dos eleitores começa a pesar mais na hora do voto.
Depois de muitos desapontamentos, é importante que o povo consiga identificar quem realmente trabalhou pelo Estado e quem apenas se beneficiou no processo. O passado político está cobrando a conta no presente, e a responsabilidade agora é o que prevalece nas escolhas dos eleitores.
A atuação da atual bancada federal em Rondônia foi considerada fraca e quase invisível, com exceção notável da deputada Sílvia Cristina, que se destacou por seu trabalho e comprometimento. A maioria passou despercebida, como pegadas na areia, levadas pela maré.
Espera-se que o eleitor aprenda a discriminar entre os candidatos que têm história e caráter e aqueles que apenas enganam com discursos vazios. A conscientização deve ser integral, pois a presença de indivíduos desonestos e sem princípios pode ser prejudicial para o Estado.
No entanto, ainda existem pessoas de bem que se destacam, apesar de serem poucas. Elas conseguiram manter-se íntegras em meio à corrupção que permeia a política, mostrando que é possível fazer a diferença com trabalho ético e responsabilidade.
Esta reflexão é um alerta a nove meses das eleições. O voto precisa ser refletido e não deve ser dado a candidatos sem capacidade e compromisso, mas sim a aqueles que têm um histórico respeitável e querem servir ao coletivo.
Com tantos candidatos à vista, é essencial manter um olhar crítico e atento, evitando que figuras com intenções duvidosas consigam se eleger. A responsabilidade sobre a escolha dos representantes não pode ser negligenciada, já que o poder deve sempre ser visto como uma missão e não como um prêmio.