Coquetelaria brasileira inova com sabores amazônicos em São Paulo

Startups brasileiras estão inovando na coquetelaria com sabores amazônicos, utilizando ingredientes nativos para criar bebidas autênticas e de alto valor agregado.

Coquetelaria brasileira inova com sabores amazônicos em São Paulo

A coquetelaria brasileira tem se destacado pela incorporação de sabores da floresta, com a utilização de ingredientes nativos da Amazônia em suas bebidas. Profissionais do setor têm desenvolvido produtos com alto valor agregado, combinando tradições locais com inovação para criar uma identidade sensorial única.

Um exemplo é a AMZ Tropical, que surgiu em Belém durante a pandemia. Com o fundador Leandro Daher, a startup iniciou a produção de gin com flor de jambu, expandindo para uma linha que também inclui gin de castanha-do-pará e uma bebida pronta chamada Jambu Tônica. A marca visa não apenas vender bebidas, mas também valorizar a cultura amazônica e beneficiar os produtores locais. A empresa possui sede no Pará e filiais em São Paulo e Miami, e recentemente lançou um bar de experiência no Mercado de São Brás.

A Hilary Gin, fundada em Manaus por três mulheres, destaca-se com sua proposta de criar um gin premium que representa a Amazônia de maneira inovadora. Desde 2022, a marca utiliza uma combinação de botânicos clássicos com especiarias amazônicas pouco conhecidas, como puxuri e cumaru. Com um crescimento de mais de 270% e presença em 100 pontos de venda, a Hilary busca investir na produção local e no fortalecimento dos laços com comunidades fornecedoras.

A A²mazônia Sour é outra empreitada interessante, originada de uma pesquisa acadêmica na Universidade Federal do Pará. A startup foi criada em 2021 e desenvolve uma cerveja artesanal chamada Açaideira, utilizando microrganismos nativos do açaí na fermentação. O produto, que já está disponível em bares de Belém, representa uma inovação em biotecnologia ao alavancar a biodiversidade amazônica.

A Fazenda Bacuri, liderada por Hortência Floriano, herdeira de um pioneiro no manejo agroecológico, combina tradição com inovação ao produzir licores e geleias orgânicas a partir de frutas nativas. A fazenda atua tanto na produção como em turismo, promovendo experiências que destacam o patrimônio cultural e ambiental da região.

Essas iniciativas fazem parte da Jornada Amazônia, uma plataforma que apoia negócios com foco na biodiversidade. Desde 2018, mais de 300 iniciativas foram apoiadas para valorizar a Amazônia como um ativo econômico, demonstrando que preservar a floresta pode ser mais rentável do que sua destruição.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Assessoria