Senador Marcos Rogério cobra revisão do pedágio na BR 364
Senador Marcos Rogério cobrou da ANTT revisão da tarifa de pedágio da BR-364, citando impacto na economia de Rondônia; ANTT anunciou obras e análises.
O senador Marcos Rogério (PL-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado Federal, cobrou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a revisão da tarifa de pedágio da BR-364 durante audiência pública realizada na segunda-feira (04/05) na sede da OAB-RO, em Porto Velho. Participaram da reunião representantes da ANTT, da bancada federal, autoridades locais, lideranças e entidades do setor produtivo.
Segundo o senador, o valor cobrado nas praças de pedágio tem provocado forte reação entre os usuários e já impacta a economia de Rondônia, elevando o custo do transporte de cargas, influenciando o preço dos alimentos, afetando o comércio e toda a cadeia de consumo. “O pedágio não fica restrito à cancela. Ele entra no frete, chega aos produtos e termina no bolso da população”, afirmou.
Marcos Rogério defendeu que a ANTT considere o fluxo de veículos registrado na rodovia. Caso o volume de tráfego esteja acima do previsto no contrato de concessão, o resultado deverá ser levado em conta pela agência para possibilitar redução tarifária ou ampliação dos investimentos na BR-364.
O diretor da ANTT, Guilherme Theo, ressaltou a importância do diálogo com a sociedade e da prestação de contas sobre a concessão. Ele confirmou a antecipação da pavimentação do acesso Expresso Porto, que leva ao porto de Porto Velho; a obra, estimada em R$ 260 milhões, foi adiantada em quatro anos após articulação do senador junto à agência.
A ANTT também anunciou a liberação da obra da Ponte do Candeias, investimento de R$ 25 milhões viabilizado pela agência com intermediação do senador e da bancada federal, mesmo sem previsão como obrigação contratual da concessionária.
O senador afirmou que a Comissão de Infraestrutura seguirá acompanhando o tema e cobrando da ANTT medidas para reduzir o peso da tarifa sobre Rondônia. “Essa discussão não termina na audiência. Vamos seguir cobrando os dados, os estudos e as providências necessárias para que o contrato seja equilibrado e a população rondoniense seja respeitada”, concluiu.