Marcos Rocha fica no governo de Rondônia até 2027 e muda eleição
Marcos Rocha anunciou que ficará no governo de Rondônia até o fim do mandato e não disputará o Senado, redefinindo a corrida e enfraquecendo alas governistas.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), anunciou que permanecerá no cargo até o término do mandato, em 5 de janeiro do próximo ano, e abriu mão de disputar uma vaga ao Senado. A decisão, confirmada após o encerramento da janela partidária, altera a dinâmica das eleições estaduais.
A manutenção de Rocha no Executivo estadual interrompe articulações que vinham sendo costuradas nos bastidores e tem impactos diretos na composição das candidaturas e na estratégia eleitoral do grupo governista.
O efeito mais imediato recai sobre o vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil). Com Rocha no governo até o fim do mandato, Gonçalves perde a possibilidade de assumir o cargo e disputar a reeleição já contando com a máquina pública, vantagem relevante em disputas majoritárias.
A decisão também trava planos eleitorais no núcleo familiar do governador: a primeira-dama, Luana Rocha, e o irmão, Sandro Rocha, deixaram de avançar com eventuais candidaturas à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, respectivamente, em um recuo coordenado do grupo político.
No plano administrativo, o governo publicou uma edição extra do Diário Oficial na sexta-feira (3) com exonerações para viabilizar candidaturas, em cumprimento à legislação eleitoral. Entre os desligamentos anunciados estão:
- Luiz Cláudio Pereira Alves, então presidente da Emater;
- Carlos Magno Ramos, adjunto da Casa Civil;
- Lauro Fernandes da Silva Júnior, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Um dia antes, o coronel Felipe Vital já havia sido exonerado da Secretaria de Segurança Pública com o mesmo propósito.
Com o cenário redefinido, a disputa pelo governo de Rondônia passa a concentrar-se, por enquanto, em pré-candidaturas já conhecidas. Entre os nomes em campo estão Adailton Fúria (PSB), Expedito Netto (PT), Hildon Chaves (União Brasil) e Marcos Rogério (PL).
A permanência de Rocha reduz variáveis na sucessão estadual, enfraquece alternativas dentro do próprio grupo governista e redistribui o peso da disputa entre candidatos que já estavam em pré-campanha. O resultado imediato é um panorama mais previsível, embora a competição eleitoral permaneça acirrada.