Porto Velho é oitava capital que mais avançou no IPS
Apesar de continuar na lanterna do IPS, Porto Velho foi a 8ª capital que mais cresceu, subindo de 57,25 para 58,59; R$200 mi em obras podem acelerar a melhora.
O estudo do Índice de Progresso Social (IPS), divulgado pela imprensa local nesta terça-feira (20), manteve Porto Velho na última posição entre as capitais brasileiras em qualidade de vida, mas revelou um dado pouco notado: a capital rondoniense foi a 8ª que mais avançou no país no quesito evolução da qualidade de vida.
Em termos numéricos, Porto Velho passou de 57,25 no levantamento anterior para 58,59 neste ano, um crescimento de 1,34 ponto, que a colocou entre as dez capitais com maior evolução do IPS.
Embora o avanço pareça tímido, ele é relevante ao ser comparado a outras capitais: São Paulo liderou o aumento com 1,76 ponto e, na Região Norte, apenas Belém (PA) ficou à frente de Porto Velho no indicador, com crescimento de 1,57 ponto.
Historicamente, Porto Velho lida com problemas de saneamento básico e infraestrutura urbana que impactam seus índices sociais. Essas deficiências estruturais têm sido apontadas como determinantes para a posição da cidade no IPS.
A atual gestão do prefeito Léo Moraes declarou prioridade em retirar a capital da última colocação no índice. Em publicação recente nas redes sociais, o prefeito afirmou: “São problemas de muitas décadas, onde não houve planejamento para o crescimento da cidade. Estamos trabalhando justamente para construir uma Porto Velho mais digna. Temos consciência dos desafios, mas nosso trabalho já demonstra avanços significativos”.
Como parte das ações para acelerar a mudança, o governo federal garantiu mais de R$ 200 milhões para projetos de infraestrutura urbana dentro do perímetro da capital, recursos que a administração municipal aponta como fundamentais para enfrentar problemas de saneamento e desenvolvimento urbano.
Se o ritmo atual de crescimento do IPS se mantiver, especialistas e autoridades locais consideram possível que Porto Velho deixe as últimas posições nos próximos anos e inicie um novo ciclo de desenvolvimento social e urbano.