Ponte no Rio Autaz Mirim restabelece ligação Manaus Porto Velho
Ponte de 245 m sobre o Rio Autaz Mirim na BR-319, com R$74,75 mi, restabelece ligação entre Manaus e Porto Velho, encerra balsas e agiliza o tráfego.
Entrou em operação no sábado (25) a nova ponte sobre o Rio Autaz Mirim, no km 24,6 da BR-319, em Careiro da Várzea (AM). Construída pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a estrutura restabelece de forma definitiva a ligação terrestre entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO), considerada estratégica para a integração da Região Norte.
A travessia tem 245 metros de extensão e 11 metros de largura, com investimento total de aproximadamente R$ 74,75 milhões. A obra beneficia municípios do entorno, como Autazes, Careiro, Iranduba e Manaquiri, ao garantir melhorias na mobilidade, no abastecimento e no escoamento da produção regional.
O diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, afirmou que a ponte tem papel fundamental para o desenvolvimento da Amazônia, contribuindo para a mobilidade regional, o abastecimento da população e o escoamento da produção. O superintendente regional do órgão, Orlando Fanaia Machado, ressaltou que a nova travessia fortalece a integração territorial e econômica da região.
As equipes técnicas enfrentaram desafios de engenharia devido às características do solo e às variações do nível do rio durante o inverno amazônico, fatores que impactaram a logística da construção e exigiram soluções específicas para garantir a estabilidade da obra.
Além da construção da ponte, o Governo Federal investiu cerca de R$ 2,6 milhões na demolição da estrutura colapsada anteriormente e outros R$ 15,6 milhões em serviços de estabilização das margens fluviais para viabilizar a nova travessia.
Com a conclusão da obra, a travessia por balsas foi encerrada, o que permite maior fluidez no tráfego, redução do tempo de viagem e mais segurança para motoristas e passageiros que utilizam a BR-319.
A BR-319 é apontada como um dos principais corredores logísticos da Região Norte, conectando o Amazonas ao restante do país e reduzindo a dependência do transporte aéreo e fluvial para milhares de moradores.