MPRO promove III Forum sobre mortalidade materna em Porto Velho

MPRO, Assogiro e parceiros promoveram III Fórum em Rondônia para discutir prevenção da mortalidade materna, causas evitáveis, dados e práticas.

MPRO promove III Forum sobre mortalidade materna em Porto Velho

O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio da 12ª e 13ª Promotorias de Justiça (Curadorias da Saúde Municipal e Estadual), em parceria com a Associação de Obstetrícia e Ginecologia de Rondônia (Assogiro) e o Instituto Vitae Cultivar, realizou o III Fórum Rondoniense de Enfrentamento à Mortalidade Materna na segunda-feira, 25 de maio, no auditório da sede do MP em Porto Velho e de forma virtual. O encontro foi promovido em alusão ao Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, comemorado em 28 de maio, e teve como objetivo discutir medidas para prevenir óbitos de mulheres na gravidez, no parto e no puerpério.

Integraram a mesa de autoridades representantes do Ministério Público, do Judiciário, da Defensoria e dos órgãos de saúde, entre eles:

  • Marcelo Lima de Oliveira, Subprocurador-Geral de Justiça Administrativo do MPRO;
  • Leandro da Costa Gandolfo, titular da 13ª Promotoria de Justiça (Saúde Estadual);
  • Rosângela Marsaro Protti, titular da 12ª Promotoria de Justiça (Saúde Municipal);
  • Edenir Sebastião Albuquerque da Rosa, juiz do Tribunal de Justiça de Rondônia;
  • Sérgio Muniz Neves, defensor público e coordenador do Núcleo de Atenção à Saúde da DPE-RO;
  • Ida Peréa Monteiro, médica ginecologista e presidente da Assogiro;
  • Edilton Oliveira dos Santos, secretário de Estado da Saúde;
  • Sandra Maria Pettilo, secretária municipal de Saúde;
  • Igor Almeida da Silva Marinho, procurador do Estado.

A programação incluiu quatro palestras focadas no panorama, nas causas evitáveis e nas práticas para reduzir a mortalidade materna.

  1. "Mortalidade Materna no Brasil: Por que as mulheres continuam morrendo por causas evitáveis?", apresentada pelo obstetra Marcos Nakamura Pereira, da Escola Nacional de Saúde Pública (Fiocruz).
  2. "Panorama atual da mortalidade materna", ministrada por Ida Peréa, presidente da Assogiro.
  3. "10 Passos do Cuidado Obstétrico para Redução da Mortalidade Materna: Panorama Atual", apresentada remotamente por Cleuzieli Moraes dos Santos, do Ministério da Saúde.
  4. "Boas práticas e parcerias para redução da mortalidade materna", conduzida pelo promotor de Justiça Leandro da Costa Gandolfo, com participação técnica do Tribunal de Contas de Rondônia representado por Guilherme Vilela e Raimundo Paulo Dias Barros Vieira.

Durante o fórum foram apresentados dados nacionais que mostram 1.326 mortes maternas em 2024 e 1.157 em 2025 (número provisório). No mesmo período, os registros de feminicídio apontaram 1.450 casos em 2024 e 1.568 em 2025. Esclareceu-se que mortalidade materna refere-se a óbitos de mulheres decorrentes de complicações na gravidez, no parto ou no período pós-parto; feminicídio é o assassinato de uma mulher por razões de gênero.

O promotor Leandro Gandolfo destacou que, apesar da gravidade dos números, a mortalidade materna recebe pouca atenção pública e institucional. Segundo ele, o fórum reuniu profissionais e órgãos envolvidos para promover compreensão técnica do problema e discutir estratégias de enfrentamento, enfatizando que o número de vítimas é comparável ou superior ao de feminicídios.

Os organizadores enfatizaram a necessidade de integração entre instituições, adoção de boas práticas clínicas e fortalecimento de parcerias para reduzir mortes evitáveis de mulheres no ciclo gravídico-puerperal.

Fonte da imagem: Assessoria

Fonte das informações: Assessoria