Defesa identifica 2837 pistas clandestinas na Amazônia

O Ministério da Defesa mapeou 2.837 pistas clandestinas na Amazônia Legal, um terço em áreas indígenas e de conservação, formando corredores de crime.

Defesa identifica 2837 pistas clandestinas na Amazônia

A observação por satélite e avanços em informática têm ampliado a detecção de atividades ilícitas e novos achados na região amazônica, apontando para uma intensificação das informações sobre ocupações e rotas ilegais na floresta.

Levantamento do Ministério da Defesa indica a existência de pelo menos 2.837 pistas de pouso clandestinas na Amazônia Legal utilizadas por garimpeiros e pelo narcotráfico. Se cada pista operar ao menos um transporte diário de atividades criminosas, o total chegaria a cerca de 85 mil movimentações ilegais em curto espaço de tempo.

Um terço dessas pistas está localizado em terras indígenas e unidades de conservação, conforme relatos de ocorrências diárias. Em conjunto, as pistas formam corredores logísticos que conectam garimpos e rotas de contrabando, aproveitando rios, a densidade da mata e fronteiras internacionais para o tráfico de ouro, combustível, armas e drogas. As autoridades afirmam que as organizações criminosas adaptam continuamente suas estratégias diante do conhecimento público sobre essas infraestruturas.

Nas capitais da Região Norte, a regularização fundiária urbana enfrenta lentidão administrativa. Em Porto Velho, famílias têm dificuldades para concluir processos; em Manaus, cerca de 80% das residências não possuem título definitivo, o que limita acesso a financiamento e deixa moradores vulneráveis em disputas judiciais. Setores responsáveis pela regularização avançam lentamente, mesmo em projetos com parcerias estaduais.

Partidos políticos já se articulam para as convenções partidárias de julho de 2026, quando serão homologadas as candidaturas majoritárias e proporcionais. Enquanto legendas tentam montar nominatas competitivas, no PSD, partido do governador Marcos Rocha, há excesso de postulantes e a coligação tem buscado espaços em outras legendas para acomodar candidaturas à Assembleia Legislativa.

No sindicalismo dos servidores legislativos, o presidente do Sindler, Mirin Luís Brito, consolida favoritismo para reeleição após ampliar serviços aos funcionários da Assembleia, implantar plano de saúde para aposentados e expandir a sede esportiva e recreativa do sindicato. A entidade também obteve reajustes salariais negociados com o funcionalismo.

O ex-prefeito de Porto Velho e ex-deputado Mauro Nazif anunciou retorno à disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, após recuperação da saúde. Nazif, conhecido por sua atuação em defesa do funcionalismo público, enfrentará competição de lideranças emergentes, como Célio Lopes e Sofia Andrade, além de deputados com mandato pela capital, como Cristiane Lopes e Coronel Chisostomo.

As disputas pelas oito vagas da bancada federal prometem embates regionais: em Ariquemes e Vale do Jamari, o confronto será entre Thiago Flores e Rafael Fera; na região central, o deputado federal mais votado, Lúcio Mosquini, concorre com ex-prefeitos como Jesualdo Pires e Esaú Negão; em Cacoal e Rolim de Moura há forte presença de candidaturas femininas, entre elas Joliane Fúria e Jaqueline Cassol, ao lado de ex-deputados como Luiz Claudio e Expedito Júnior; no Cone Sul, a disputa tende a ser marcada pelo embate entre os agrupamentos políticos ligados às famílias Donadon e Neiva de Carvalho.

Porto Velho tem se mantido como ponto de passagem para migrantes venezuelanos e cubanos, muitos dos quais seguem para trabalhar em frigoríficos e cooperativas no Sul do país. A cidade também enfrenta escassez de mão de obra: serviços da construção civil e supermercados relatam falta de trabalhadores, com relatos de pedreiros cobrando diárias de R$ 200,00.

No entorno regional, o Acre tem ampliado a produção de café e o rebanho bovino, seguindo tendência observada em parte do Sul do Amazonas, especialmente em Apuí, município que recebeu migração de colonos rondonienses com origem no Sul do país e que vem registrando crescimento agropecuário.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo