Cadeirante sofre grave queda em buraco na Avenida JK de Ariquemes
Calçadas precárias em Ariquemes expõem risco diário: cadeirante ferido por buraco na Avenida JK, que segue sem reparo, e cobra ação da prefeitura.
A acessibilidade urbana continua sendo um obstáculo diário para milhares de brasileiros. O influenciador e ativista Jailton Delogo voltou a denunciar a precariedade das calçadas, ressaltando que o problema observado em Rondônia reflete uma realidade recorrente em diversas cidades do país. Em reportagem recente do quadro Momento da Inclusão foi exibido um caso que ilustra essa situação.
No dia 25 de fevereiro, o cadeirante Emerson Gregório sofreu um acidente grave enquanto trafegava pela Avenida JK, no centro de Ariquemes. Segundo o relato apresentado, Emerson transitava por uma ciclovia quando, em razão da ausência de sinalização adequada, precisou acelerar a cadeira de rodas; uma das rodas encaixou em um buraco na via, provocando uma queda violenta. O impacto resultou em ferimentos na cabeça e no rosto, pontos e internação hospitalar, deixando-o impossibilitado de realizar suas atividades diárias por alguns dias.
O incidente ganha relevo pelo fato de a Avenida JK ser apontada como uma das mais pavimentadas da cidade. A situação é ainda mais crítica em outras vias, como as avenidas Canaã e Tancredo Neves, que apresentam sérios problemas de acessibilidade e dificultam ou impedem a circulação segura de pessoas com deficiência.
Há relatos de outras ocorrências semelhantes em Ariquemes, o que aponta para uma falha recorrente na manutenção e fiscalização dos espaços públicos. Mais grave: o buraco que causou a queda de Emerson permanece aberto desde fevereiro, mantendo pedestres e cadeirantes expostos ao risco.
Jailton Delogo critica a negligência das autoridades: “A negligência na manutenção de vias públicas, especialmente em pontos de grande circulação, revela uma ausência de prioridade com a segurança e a dignidade da população. Não se trata apenas de infraestrutura, mas de respeito ao cidadão.”
O problema extrapola a infraestrutura física: muitas calçadas são ocupadas por carros estacionados irregularmente, caminhões, mercadorias de lojas, árvores mal posicionadas e outros obstáculos que tornam o trajeto perigoso. Além das pessoas com deficiência, idosos e responsáveis por carrinhos de bebê também enfrentam dificuldades para se locomover com segurança.
Diante desse cenário, a orientação é que vítimas de acidentes ou violações de direitos busquem o Ministério Público, especialmente os órgãos voltados à defesa das pessoas com deficiência, para que medidas legais sejam adotadas. Segundo defensores da causa, é necessário que a cidade seja planejada para todos, garantindo o direito de ir e vir com segurança e dignidade.
A situação em Ariquemes evidencia a urgência de ação: quando um risco conhecido permanece sem solução, não se trata apenas de descuido, mas da repetição de um erro que pode continuar a ferir pessoas. Há pedido por providências imediatas das autoridades responsáveis pela manutenção e fiscalização das vias públicas.