Consumidores de Porto Velho denunciam preços altos e produtos ruins

Porto Velho: consumidores denunciam alta nos preços e perecíveis deteriorados em supermercados, pedindo fiscalização rigorosa de Procon e Vigilância.

Consumidores de Porto Velho denunciam preços altos e produtos ruins

Porto Velho registra aumento expressivo nos preços de alimentos e queda na qualidade de produtos perecíveis à venda em supermercados, segundo relatos de consumidores. A situação tem provocado revolta e ampliado a pressão por fiscalização mais rigorosa de órgãos como Procon e Vigilância Sanitária.

Moradora e dona de casa, Erenilce Marques relata variação de preços em curto espaço de tempo. Ela compara valores praticados há cerca de um mês com os atuais: a cenoura teria passado de R$ 3,50 para R$ 13,99; o tomate, de R$ 4,50 para R$ 13,75; e a batata-doce, de R$ 3,50 para R$ 9,50. "Isso é um absurdo, tem que ter fiscalização", afirma.

Erenilce também aponta discrepância de preços entre estabelecimentos na cidade: "Você vai em um mercado, como o Irmão Gonçalves, encontra um preço. Vai em outro, já é diferente. Tem que pesquisar muito, porque cada lugar está de um jeito."

A empresária Maria Viena do Nascimento, proprietária de um restaurante, diz que a alta atinge quem depende dos alimentos para trabalhar. Ela cita itens como tomate, pimentão, cebola, batata e cenoura e questiona a ausência de controle: "Como vamos trabalhar desse jeito? Cadê a fiscalização nos supermercados?"

A moradora do bairro Monte Sinai, Tatiane Lima, acrescenta denúncias relativas à qualidade dos produtos. Segundo ela, muitos legumes chegam estragados às prateleiras, sem redução de preço, e há registros de práticas que considera enganosas, como etiquetas de promoção riscadas sem alteração no valor. "Tem produto que dá vontade de jogar fora, de tão ruim", relata, citando a berinjela em más condições.

Além do impacto financeiro no orçamento das famílias, a oferta de produtos deteriorados ou mal armazenados traz risco à saúde pública. Consumidores pedem resposta imediata das autoridades diante das denúncias.

Especialistas consultados apontam que a fiscalização deve abranger verificação de notas fiscais, controle de preços e inspeções sanitárias frequentes. A atuação conjunta entre órgãos reguladores e os supermercados é apresentada como essencial para garantir transparência, qualidade e respeito ao consumidor.

Diante das reclamações, cresce a cobrança por medidas efetivas que assegurem acesso a alimentos de qualidade e preços justos para os moradores de Porto Velho.

Fonte das informações: Miro Costa