Escola Lydia Johnson em Porto Velho passa a recolher celulares

A Escola Lydia Johnson, em Porto Velho, passou a recolher celulares durante as aulas com apoio de pais e armários identificados por turma para reduzir distrações.

Escola Lydia Johnson em Porto Velho passa a recolher celulares

A Escola Estadual de Ensino Médio Lydia Johnson de Macedo, em Porto Velho, passou a recolher aparelhos celulares durante o período das aulas como medida para reforçar a disciplina e melhorar o desempenho dos estudantes.

Na segunda-feira (18), a direção da unidade informou que a ação começou a ser aplicada com o apoio de pais e responsáveis, após tentativas anteriores de acordo pedagógico não terem efeito. Segundo a diretora Débora Macêdo Oliveira, a escola buscou inicialmente orientar os alunos para não usar os aparelhos em sala, mas muitos continuaram a utilizá‑los de forma discreta, inclusive com fones de ouvido.

Débora citou também que há uma lei federal que proíbe o uso de celular em ambientes pedagógicos e explicou que, diante da resistência, a direção passou a alinhar a nova medida com famílias e alunos em reuniões. "Nós estamos realizando reuniões todas as sextas‑feiras com pais e filhos até concluirmos todas as turmas. Em consenso com os responsáveis, decidimos aplicar a lei de forma mais rígida", disse a diretora.

Para viabilizar a adoção da regra sem impedir que alunos que vêm de transporte público guardem seus aparelhos, a escola organizou uma sala com armários identificados por turma. O procedimento prevê que o estudante identifique o celular, o guarde no armário e o retire ao final das aulas.

O objetivo declarado pela direção é melhorar a concentração e reduzir distrações em sala. A escola lembra que estudos apontam impacto negativo do uso excessivo de telas sobre o rendimento escolar, especialmente na capacidade de atenção e absorção de conteúdo.

O aluno Matheus Galheira do Nascimento, 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, avaliou positivamente a iniciativa, afirmando que o celular costuma atrair a atenção e prejudicar o foco. "Eu mesmo, às vezes, ficava mexendo para responder pessoas e acabava perdendo atenção do que estava acontecendo na aula", comentou.

Matheus também manifestou preocupação quanto à responsabilidade da escola em caso de perda ou dano dos aparelhos recolhidos, questionamento que a direção diz acompanhar junto a pais e responsáveis.

A medida passou a integrar a rotina da escola e será acompanhada pela equipe pedagógica e pelas famílias ao longo do ano letivo para verificar resultados e eventuais ajustes na operação.

Fonte da imagem: Rondoniaovivo/Miro Costa

Fonte das informações: Rondoniaovivo/Miro Costa