Estudo mostra que solo do delta do Amazonas afunda meio milimetro ao ano
Estudo revela que o solo do delta do Amazonas afunda 0,5 mm/ano, contribuindo para maior risco de inundações em deltas já impactados por extração e construções.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine identificaram que o solo no delta do Rio Amazonas está sofrendo afundamento médio de cerca de 0,5 milímetro por ano. O levantamento, divulgado recentemente, aponta que esse rebaixamento preocupante aumenta o risco de inundações e integra um conjunto de processos que podem agravar desastres costeiros no futuro.
O fenômeno não é isolado: estudos comparativos citam deltas em outros países com taxas bem superiores, como os rios Chao Phraya (Tailândia), Brantas (Indonésia) e Amarelo (China), onde o afundamento pode alcançar em média cerca de 8 mm por ano — valor que supera em muito a média da elevação global do nível do mar.
Especialistas explicam que o afundamento decorre principalmente da compactação do solo causada pela extração de água subterrânea, pelo peso de construções e pela erosão da superfície. Essas dinâmicas são intensificadas em áreas de maior urbanização e desenvolvimento econômico, justamente onde há maior concentração de população e infraestrutura.
As consequências práticas incluem maior vulnerabilidade a inundações e à perda de áreas habitáveis e produtivas. Medidas imediatas, como retorno a condições passadas ou deslocamento em massa de populações, são inviáveis; por isso, a prevenção exige planejamento urbano, gestão de recursos hídricos e políticas de adaptação territorial.
No plano político estadual de Rondônia, a disputa pelo governo vem se reorganizando com candidaturas e possíveis alinhamentos nacionais. O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), figura como postulante à vaga, enquanto a direita projeta apoio ao senador Marcos Rogério (PL) e o PT reafirma compromisso com o ex-deputado federal Expedito Neto.
Hildon Chaves, ex-prefeito de Porto Velho e candidato pelo União Progressista, cresce como alternativa entre eleitores de centro-direita, o que altera a dinâmica entre os concorrentes. Relatos políticos apontam ainda para uma possível mudança de posição do ex-senador Expedito Júnior, que chegou a lançar Fúria e pode vir a apoiar o candidato do próprio filho.
O governador Marcos Rocha é visto como peça-chave para o fortalecimento da candidatura de Cacoal, mas enfrenta desgaste em sua principal base eleitoral, a capital. Essa realidade tem impacto na capacidade de mobilização da máquina estadual em favor de Fúria.
Ao mesmo tempo, lideranças históricas do estado têm se afastado das campanhas. Entre os nomes que anunciam saída ou redução de participação estão ex-prefeitos e ex-deputados com longa trajetória regional, embora figuras da chamada velha guarda, como o ex-senador Amir Lando, mantenham presença e intenção de disputar cargos novamente.
Há expectativa sobre a escolha do candidato a governador pela aliança MDB/PDT, conduzida por nomes como o senador Confúcio Moura e o ex-senador Acir Gurgacz. Definições locais aguardam encaminhamentos do tabuleiro nacional, onde alianças e a indicação de vices em chapas maiores podem influenciar alianças regionais.
No cenário nacional, decisões de legendas como o PSD, que definiu apoio a Ronaldo Caiado como possível presidenciável, e movimentos do MDB em torno de alianças com lideranças bolsonaristas como Tarcísio de Freitas, tendem a repercutir no alinhamento dos candidatos em Rondônia.
Além das articulações eleitorais, circulam no estado e na região denúncias e investigações sobre práticas de “rachadinhas” em órgãos públicos, conforme apurações em andamento. Também seguem movimentações de prefeitos que disputam governos estaduais na região amazônica, como Tião Bocalon (Rio Branco) e David Almeida (Manaus).
Em outras frentes, no Paraná, o governador Ratinho Jr. tem montado coalizões para enfrentar a candidatura de Sérgio Moro, demonstrando como disputas estaduais muitas vezes se entrelaçam com definições nacionais.