Lula e Trump tratam sanções terras raras e combate ao tráfico
Lula e Trump trataram agenda administrativa: reduzir sanções comerciais, negociar terras raras, regular plataformas digitais e combater tráfico e sonegação.
Fontes do governo detalharam os temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou para tratar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: redução ou eliminação de sanções comerciais a produtos brasileiros; negociação sobre a exploração e produção de terras raras, nas quais o Brasil é o segundo maior detentor de reservas; regulamentação de plataformas digitais; e cooperação para combater o tráfico internacional e a sonegação fiscal.
Trata‑se, segundo interlocutores, de uma agenda de caráter administrativo e voltada a interesses nacionais, sem tom eleitoral explícito. Os representantes defendem que a negociação bilateral deve priorizar pragmatismo e resultados técnicos, independentemente das inclinações políticas dos líderes envolvidos.
Outro ponto em debate doméstico é o projeto de lei do senador Sérgio Petecão que prevê liberar o espaço aéreo da Amazônia Legal para que aeronaves e tripulantes estrangeiros realizem voos de passageiros e carga no regime de cabotagem, hoje vedado pelo Código Brasileiro de Aeronáutica.
O objetivo declarado da proposta é aumentar a conectividade regional e reduzir preços de passagens, mas críticos alertam para riscos associados ao aumento do tráfego, como facilitação do tráfico de drogas e a pirataria de recursos da biodiversidade. A discussão centra‑se em encontrar medidas de controle que permitam ampliar voos sem ampliar ilícitos.
Na disputa eleitoral de Rondônia para 2026, a campanha tem apresentado curiosidades políticas locais. O candidato do PT, Expedito Neto, afirma adotar posições conservadoras e declara ter sido gestor político na formação do nome Adailton Fúria (PSD).
O ex‑governador Ivo Cassol mantém postura de indefinição sobre apoios ao Palácio Rio Madeira, enquanto o senador Confúcio Moura confirmou candidatura à reeleição pelo MDB.
Há sinais de divisão no grupo Cassol. O empresário e ex‑deputado Cesar Cassol, com atuação no agronegócio e na Bolívia, apoia Hildon Chaves. A irmã Jaqueline, candidata à Câmara dos Deputados, está alinhada com o governador Marcos Rocha e, consequentemente, com Adailton Fúria. Já Ivo Cassol permanece à espera de definições políticas. O compadre Everton Leoni, que acertou com Fúria, tende a integrar a base da chapa governista.
A candidatura do professor Pedro Adib (MDB) ao governo é vista por analistas como competitiva, apesar de avaliações que o consideram sem estrutura eleitoral robusta. A história política rondoniense registra vitórias de nomes antes considerados frágeis, como os casos de prefeitos e governadores que reverteram desvantagens iniciais.
Rondônia frequentemente registra reviravoltas eleitorais: exemplos históricos incluem ocupações de cargos por candidatos que tiveram desempenho inicial modesto, o que alimenta avaliações de que todos os postulantes mantêm alguma chance até o fechamento das alianças e do calendário eleitoral.
Também há episódios recentes de viradas inesperadas que impactaram favoritos: decisões de última hora, articulações e uso de máquina política já mudaram resultados em eleições municipais e estaduais, segundo observadores locais.
Pesquisas e sondagens têm prometido disputa acirrada no estado. Algumas levantamentos alternaram nomes na liderança para governo e Senado; especialistas e atores políticos destacam que índices podem mudar quando a máquina pública estadual for mobilizada em apoio a candidaturas específicas.
Até agora, as principais tendências identificadas em levantamentos mostram o senador Marcos Rogério à frente em termos gerais e Hildon Chaves com boa preferência na capital, Porto Velho, enquanto a entrada mais direta do aparato estatal poderia favorecer Adailton Fúria em cenários futuros.