UFAM cria microgerador piezoelétrico sem chumbo para comunidades amazônicas
Equipe da Ufam cria materiais piezoelétricos sem chumbo para microgeração, visando alimentar sensores e levar energia a comunidades isoladas na Amazônia.
Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) desenvolvem uma linha de pesquisa sobre microgeração energética baseada em materiais piezoelétricos livres de chumbo, capazes de converter vibrações naturais em eletricidade. O trabalho é coordenado por Yurimiler Ruiz, do Laboratório de Processamento de Materiais Tecnológicos da Ufam, e conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os equipamentos em desenvolvimento são descritos como mais baratos e mais eficientes para alimentar sistemas de sensoriamento remoto em comparação aos modelos tradicionais, segundo os responsáveis pelo projeto. A proposta tem aplicação imediata em comunidades amazônicas isoladas com dificuldades de acesso à energia, embora ainda não vise implementação em grande escala.
O projeto busca aliar inovação tecnológica e sustentabilidade ao empregar materiais sem chumbo, reduzindo impactos ambientais associados a versões mais antigas da tecnologia.
Em indicadores sociais, Porto Velho aparece com desempenho insatisfatório no Índice de Progresso Social, reflexo, segundo especialistas locais, da precariedade da coleta de esgoto e do abastecimento de água: cerca de metade da população não dispõe de água encanada em domicílio. A cidade também enfrenta desafios em segurança pública, saúde, alagamentos e regularização fundiária.
Autoridades e analistas apontam que a universalização da coleta de esgoto em Porto Velho envolve obras complexas e custos elevados, cuja execução demandará cooperação entre prefeitura, governo estadual e apoio federal. Gestões anteriores destinaram recursos a outras finalidades, o que tem dificultado avanços imediatos.
No cenário político, as eleições ao governo de Rondônia mostram disputa acirrada. O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (federação União Progressista) precisa consolidar votação na capital para avançar rumo a um segundo turno. A candidatura do deputado Adailton Fúria (PSD), com o apoio da máquina estadual do atual governador, e a ascensão do professor Pedro Abib (MDB) tornam incerta a vantagem de Hildon na capital.
Adailton Fúria enfrenta resistência local, inclusive por divergências com o atual prefeito de Cacoal, Toni Pablo, mas tem ampliado presença política com uma nominata forte para a Assembleia Legislativa, apoio governamental e a indicação do apresentador Everton Leoni como vice. A eventual adesão do ex-governador Ivo Cassol também é apontada como fator que pode reforçar sua campanha.
Na disputa ao Senado, o senador Marcos Rogério aparece como favorito para vencer o primeiro turno, apoiado por segmentos do bolsonarismo em Rondônia. Observadores políticos, porém, avaliam que parte das lideranças regionais se mobilizará contra sua eleição no segundo turno, por temor ao fortalecimento de um candidato capaz de projetar-se para mandatos subsequentes.
Modelos de campanha e análises internas indicam a probabilidade de segundo turno na corrida ao governo estadual. Os cenários mais prováveis apontam para um confronto entre Marcos Rogério e um dos líderes que avançarem — atualmente Hildon Chaves ou Adailton Fúria — sem descartar surpresas, como a consolidação da candidatura de Pedro Abib.
Em segurança pública regional, governos do Amazonas e do Pará vêm se organizando para combater o narcotráfico fluvial que atua nos rios da Amazônia. Autoridades alertam que ações mais rigorosas nessas áreas podem deslocar rotas ilícitas para o Rio Madeira, fazendo da fiscalização em Rondônia um ponto sensível.
Especialistas e agentes de fiscalização recomendam reforço de monitoramento na fronteira, especialmente após a inauguração da ponte binacional em Guajará-Mirim, e atenção às rotas de transporte de gado que podem ser utilizadas para crimes transfronteiriços. No âmbito municipal, há também tensão entre representantes locais; o vereador Marcos Combate tem protagonizado episódios de conflito público que desafiam o equilíbrio político na região.