TCE de Rondônia identifica omissão gerencial na saúde e analisa irregularidades
Relatórios do TCE-RO apontam falhas na gestão da saúde, incluindo superlotação e irregularidades em insumos, além de inconsistências financeiras em obras.
O Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) apontou deficiências na gestão da saúde estadual, descritas em relatórios técnicos como 'omissão gerencial'. As inspeções realizadas identificaram problemas sérios, como a superlotação crônica do Hospital João Paulo II e irregularidades no fornecimento de insumos para as unidades de saúde.
O Ministério Público de Contas (MPC) está acompanhando a situação para avaliar a responsabilidade dos gestores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em relação às falhas assistenciais e estruturais detectadas.
Além das questões operacionais, auditorias apontaram inconsistências financeiras em obras hospitalares. No Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, o TCE investiga um 'possível dano ao erário' de cerca de R$ 55 mil referente à reforma do piso da ala cardiológica.
A suspeita recai sobre a possibilidade de que a empresa responsável pela obra tenha utilizado materiais de qualidade inferior aos especificados no contrato. Em resposta às constatações, o secretário de Saúde, Jefferson Ribeiro da Rocha, e as diretoras das unidades solicitaram um prazo adicional para apresentar defesa, justificando a necessidade de realizar um levantamento detalhado de dados técnicos.