Lancheiras para crianças pobres encherem de vento ou alguém encher os bolsos?
A gestão de Léo Moraes enfrenta críticas por possíveis ineficiências na educação, com a falta de merenda escolar e o projeto de compra de lancheiras sob suspeita de superfaturamento.
Léo Moraes afirmou que está revolucionando a educação do município, porém, essa atuação parece estar se aproximando de uma fase de terror. Educadores tem sido perseguidos por discordâncias, enquanto promessas de campanha para a categoria apoiadora não estão sendo cumpridas, resultando em más condições de trabalho nas escolas.
Moraes busca atribuir suas falhas à gestão anterior, de Hildon Chaves, que, ao contrário, não enfrentou greves durante seus oito anos de mandato, algo que ocorreu em menos de 100 dias de sua gestão.
As ações do atual prefeito lembram o início do governo de Valdir Raupp, que constantemente culpava o antecessor Osvaldo Piana pelos problemas que criava no estado. O tempo mostrou que essas acusações não eram justificativas válidas.
Enquanto Léo Moraes se distrai nas redes sociais, questões sérias como a falta de merenda escolar para as crianças tomam proporções alarmantes. Desta vez, não há como responsabilizar a gestão anterior, uma vez que Hildon Chaves havia deixado os processos de licitação em aberto para a merenda escolar.
A gestão atual paralisou o processo para garantir alimentação às crianças, enquanto avança com um contrato de 2 milhões de Reais para a compra de lancheiras. Esse procedimento levanta suspeitas, uma vez que a ata de registro de preços não observou princípios de economicidade e eficiência, apresentando indícios de superfaturamento.
O vereador Marcos Combate, presidente da Comissão de Educação na Câmara, encaminhou um ofício à Procuradoria Geral do Município, solicitando a revisão desses processos. A resposta do subprocurador foi devolutiva com recomendações para a Secretaria Municipal de Educação.
Aguarda-se agora a conclusão de qual processo avançará primeiro: a licitação da merenda escolar ou a aquisição das lancheiras para crianças em situação de vulnerabilidade social.