MPF relembra massacres de Corumbiara e Eldorado dos Carajás

Instituições públicas discutem, com participação do MPF, avanços e desafios na reforma agrária e na proteção de direitos no campo, 30 anos após massacres em Corumbiara e Eldorado.

MPF relembra massacres de Corumbiara e Eldorado dos Carajás

Instituições públicas realizaram nesta semana um encontro dedicado à reflexão sobre os mais de 30 anos de dois episódios emblemáticos da violência no campo no Brasil: os massacres de Corumbiara (RO) e Eldorado dos Carajás (PA). O debate, com forte participação do Ministério Público Federal (MPF), avaliou avanços, desafios e permanências na luta pela terra e na garantia de direitos no meio rural.

O procurador Raphael Bevilaqua destacou a importância da memória histórica como instrumento para enfrentar desigualdades no campo. Segundo ele, o direito à memória e à verdade reforça a luta pela reforma agrária e permite identificar tanto o que já foi conquistado quanto as ações ainda necessárias para assegurar trabalho, moradia e alimentação adequados às comunidades rurais.

A reunião pública ocorreu no auditório do Ministério Público do Trabalho (MPT) e reuniu representantes da Defensoria Pública da União (DPU), do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO), entre outras instituições.

Para o procurador-chefe do MPT, Lucas Brum, o evento reforça a necessidade de articulação institucional na defesa dos direitos no campo. Ele afirmou que a iniciativa busca não apenas recordar uma tragédia, mas também trabalhar pela afirmação de direitos humanos, compreender a reforma agrária e priorizar a valorização do trabalhador rural.

O encontro teve como objetivo revisitar marcos históricos dos conflitos agrários no país, refletir sobre a persistência de violações de direitos no meio rural e promover diálogo entre poder público e sociedade civil. A pauta incluiu temas como reforma agrária, violência no campo, direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais, além de estratégias institucionais de prevenção a novos conflitos.

Representantes ressaltaram a importância da aproximação entre movimentos sociais e instituições públicas para avançar na regularização de terras públicas, na proteção dos trabalhadores rurais e na prevenção de novos episódios de violência, destacando a atuação integrada como caminho para resultados duradouros.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo