Câmara de Porto Velho adia leitura de impeachment contra Marcos Combate

Câmara de Porto Velho suspende sessão e não lê pedido de impeachment contra o vereador Marcos Combate após denúncia de agressão; sindicatos exigem apuração.

Câmara de Porto Velho adia leitura de impeachment contra Marcos Combate

Nesta segunda-feira (18), a Câmara Municipal de Porto Velho não realizou a sessão legislativa nem procedeu à leitura em plenário do pedido de impeachment contra o vereador Marcos Combate, protocolado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Rondônia (Sinjor), pela Associação dos Jornalistas de Rondônia (Arjore) e pela Federação Nacional dos Comunicadores (Fenacom).

Antes do horário previsto para o início dos trabalhos, vereadores permaneceram reunidos a portas fechadas e orientaram que celulares fossem deixados do lado de fora, medida que aumentou a tensão nos corredores da Casa.

Nos bastidores, foi relatado que Marcos Combate teria afirmado poder sofrer consequências políticas e até perder o mandato, mas que, nesse caso, outras 22 cadeiras também seriam atingidas por supostas revelações e uma possível delação envolvendo assuntos internos da Câmara.

Após a divulgação dessa fala atribuída ao parlamentar, a sessão foi suspensa e o pedido de impeachment não chegou a ser lido em plenário, o que provocou reações entre jornalistas, profissionais da comunicação e cidadãos que acompanhavam a movimentação na Casa.

O presidente da Fenacom, Fábio Camilo, cobrou transparência na apuração, ressaltando que a alegada agressão teria ocorrido dentro de um gabinete parlamentar e atingido não apenas um profissional de imprensa, mas também a imagem institucional da Câmara Municipal.

O presidente do Sinjor, Zacarias Pena Verde, pediu rigor nas investigações e alertou para a repercussão nacional do episódio, afirmando que a inércia da Câmara poderia ser interpretada como conivência diante das denúncias.

A jornalista Yalle Dantas afirmou que a suposta agressão afetou toda a categoria, especialmente por ter ocorrido nas dependências do Legislativo, local que deveria garantir respeito e segurança ao exercício da imprensa.

Josi Gonçalves, da Rede Nacional de Defesa dos Jornalistas e Comunicadores, classificou o episódio como ofensa à categoria e afirmou que o mínimo esperado da Câmara é o prosseguimento das medidas de apuração e responsabilização.

Representantes das entidades e profissionais da imprensa também exigiram posicionamento firme dos vereadores, defendendo que o Parlamento municipal atue com independência, transparência e responsabilidade diante da gravidade das denúncias.

Até o momento não há registro de leitura do pedido de impeachment em plenário nem de instauração pública de procedimento interno pela Mesa Diretora; as entidades envolvidas e profissionais da comunicação aguardam providências formais sobre o caso.

Fonte da imagem: Rondoniaovivo

Fonte das informações: Rondoniaovivo