Estudos internacionais indicam efeito da copaíba contra Covid

Coluna reúne debates sobre o potencial da copaíba contra a Covid-19, a disputa política em Rondônia, segurança pública e fiscalização de cargas.

Estudos internacionais indicam efeito da copaíba contra Covid

A copaíba, árvore amazônica também encontrada em outras regiões do país, tem sido alvo de uma série de reivindicações terapêuticas que a colocam entre as substâncias mais celebradas e controversas do uso popular. Relatos tradicionais atribuem ao óleo e à resina propriedades para tratar problemas de pele e enfermidades internas, e pesquisas recentes apontam para possíveis efeitos antivirais.

Estudos realizados no Brasil e analisados por cientistas da Espanha, do Egito e da República Tcheca sugerem que compostos da copaíba podem atuar contra a Covid-19, embora as experiências ainda estejam em curso e sejam necessárias confirmações adicionais antes de recomendações clínicas amplas. Especialistas destacam que, diante da multiplicidade de indicações populares, é preciso cautela e avaliação científica rigorosa para separar usos comprovados de promessas sem respaldo.

No campo político de Rondônia, a disputa eleitoral mostra um processo de fragmentação entre as forças de direita e de esquerda. A corrente conservadora aparece mais forte e com vários postulantes que devem disputar vagas para um eventual segundo turno, enquanto candidaturas progressistas se encontram divididas entre PT, PSB e PSOL, com a possibilidade de a centro‑esquerda do MDB diluir ainda mais esse eleitorado. Analistas locais avaliam que a divisão da esquerda pode dificultar a concorrência contra candidatos alinhados ao bolsonarismo em um estado considerado entre os mais conservadores do país.

Em Porto Velho, a Câmara Municipal rejeitou recentemente o pedido de impeachment apresentado pelo vereador Marcos Combate (Avante) contra o prefeito Leo Moraes. Parlamentares que votaram pela rejeição alegaram falta de fundamentos para a medida, citando a ampla aceitação do prefeito entre a população e sua base folgada na legislatura. Movimentos semelhantes contra prefeitos anteriores também terminaram sem cassação.

O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública contra empresas acusadas de trafegar com sobrepeso nas rodovias federais de Rondônia, especialmente na BR‑364, que liga Porto Velho a Vilhena ao longo de quase 700 quilômetros e passa por municípios como Ariquemes, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Ji‑Paraná, Cacoal e Pimenta Bueno. Segundo a ação, caminhões carregados excessivamente com soja e milho têm danificado o pavimento e gerado prejuízos, o que motivou pedidos por maior fiscalização dos órgãos estaduais e municipais, além de sanções às empresas infratoras.

No setor supermercadista, o Grupo Nova Era, com sede em Manaus e cerca de 39 unidades na região Norte que empregam mais de 5 mil pessoas, amplia sua presença em Porto Velho para disputar espaço com redes locais, como o Grupo Gonçalves, fundado em Jaru. Outro grupo nascido em Porto Velho, o Meta 21, também cresce e projeta novos empreendimentos. O segmento de supermercados figura entre os que mais se expandem em Rondônia.

Em nível federal, o governo anunciou um pacote de R$ 11 bilhões para enfrentar facções criminosas e reforçar a segurança pública, tema que ganhou centralidade nas discussões para as eleições de 2026. Em Rondônia, autoridades e analistas apontam problemas específicos, como a infiltração do crime na política municipal, aumento de casos de feminicídio, o avanço do tráfico de drogas com impacto na superlotação de presídios e conflitos no campo. Ainda assim, comparações com a situação de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador indicam que a realidade em Porto Velho é, segundo especialistas, menos crítica do que nessas regiões.

No âmbito municipal, Machadinho do Oeste comemorou 38 anos de emancipação política e administrativa e aguarda um compromisso federal para a construção da usina hidrelétrica de Tabajara, projeto que enfrenta entraves ambientais e questões relativas a povos indígenas. Em Porto Velho, a vereadora Sofia Andrade (PL) apresentou proposta para viabilizar o retorno de moradores em situação de rua aos municípios de origem; defensores da medida afirmam que algumas prefeituras do interior recrutam pessoas vulneráveis em terminais rodoviários e as encaminham para as vias públicas da capital, prática criticada por organizações sociais que a consideram problemática.

Fonte da imagem: Divulgação

Fonte das informações: Rondoniaovivo