Voltar Publicada em 06/02/2021 | Ji-Paraná

RECORDE – Com cemitério cheio, Ji-Paraná está sepultando em covas abandonadas


 

Pela primeira vez na história do maior cemitério do interior do Estado, o da Saudade, localizado nos altos do bairro de Nova Brasília, segundo distrito de Ji-Paraná, registrou um recorde, considerado de grande surpresa para a administração do mesmo.

A alta foi registrada no mês de janeiro, com mais de 120 procedimentos, sendo que parte desse aumento é direcionado ao grande número de vítimas fatais do novo Coronavírus (Covid-19).

O cemitério já não conta com mais área livre, e há anos, reutiliza os túmulos abandonados. A prefeitura confirmou ter conhecimento e já trabalha na aquisição de uma nova área.

A reportagem do Diário da Amazônia esteve no cemitério da Saudade, e ouviu a administradora Maria Aparecida, popularmente conhecida por “Cida”.

Ele lembrou que o cemitério foi criado no ano de 1.982 (39 anos), e nos primeiros anos, não acontecia o controle diário de sepultamentos realizados. “Esse controle, só começou com a minha chegada na administração do campo santo”, declarou. “Cida” calcula que já foram realizados mais de 32 mil sepultados, causando a superlotação da área.

Pandemia

Ainda de acordo com a administradora, antes da pandemia do novo Coronavírus, a média mensal de sepultamentos era de 50/60 procedimentos. A partir de março do ano passado, essa média passou de 70/80. “A nossa surpresa foi neste último janeiro, quando o número de procedimentos, passou de 120, número considerado recorde da história do cemitério”, afirmou.

Reutilização

Para não deixar de realizar sepultamentos, a administração do cemitério vem autorizando as funerárias a reutilizar os túmulos antigos e abandonados e sem qualquer benfeitoria pelas famílias de seus entes queridos. Essa situação já estaria acontecendo há mais de cinco anos.

A situação fica menos problemática para as famílias que já tem parente sepultado em gaveta, que pode usá-lo após cinco anos, isso, e o óbito não foi por doença contagiosa e/ou assassinato. “No caso de gavetas, ela pode ser erguida até outras quatro vezes”, esclareceu.

Secretaria de Obras

Ainda na sexta-feira (5), pela manhã, via telefone, a reportagem conseguiu ouvir o novo secretário de Obras, Enivaldo Soares. Ele afirmou ter ciência da situação, e que manteve contato com o prefeito, Isaú Fonseca para, ambos, tentar encontrar uma solução o mais rápido possível. Ainda segundo o secretário, o prefeito já sinalizou sobre a possibilidade de ser adquirida uma nova área. “Acredito que já nos próximos dias poderemos ter novidades”, concluiu.

Fonte: Diário da Amazônia

Fotógrafo: Divulgação

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