Voltar Publicada em 27/11/2020 | Brasília

CASO RHUAN – Assassina disse que carne do filho em churrasqueira tinha “CHEIRO BOM”

A sentença proferida nesta quarta, revela crueldade das mulheres que mataram garoto de 9 anos

 

A narrativa da curta vida do menino Rhuan Maycon da Silva Castro – morto cruelmente aos 9 anos, em maio de 2019 – teve fim na noite de quarta-feira, 25 de novembro, quando o juiz Fabrício Castagna Lunardi proferiu, no Tribunal do Júri de Samambaia, no Distrito Federal (DF), a sentença imposta às assassinas da criança. 

A mãe do menino, Rosana Auri da Silva, e a companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago, foram condenadas a 65 e 64 anos de reclusão, respectivamente. Ambas cumprirão a pena em regime fechado.

O crime bárbaro ocorreu no dia 31 de maio do ano passado, em Samambaia Norte, no DF.

Na sentença estão expostos detalhes de um crime hediondo e “friamente premeditado”, conforme as palavras do magistrado. Eles serão contados pela primeira vez, visto que o processo correu, desde o início, em segredo de Justiça: razão pela qual o julgamento também correu a portas fechadas, no Fórum de Samambaia.

No documento, o juiz destaca a “frieza emocional, comportamento calculista e insensibilidade exacerbada” das rés, em especial de Rosana. Segundo o texto, desde o começo das investigações, a mãe de Rhuan teria prestado afirmações “permeadas de inverdades e incoerências”, além de usar “técnicas de manipulação e teatralidade, colocando-se na posição de vítima”.

A descrição desse traço de personalidade da assassina foi fornecida pelas equipes de médicos-legistas que atuaram no caso.

A ré [Rosana] não demonstrou arrependimento, remorso ou empatia com a vítima, o que evidencia um desvio de personalidade que deve ser valorado negativamente… O nível de perversidade da ré Rosana é tamanho que, ainda no local do homicídio, ao ser perguntada pelo delegado ‘Vocês comeram a carne da criança?’, respondeu a ele: ‘Não, mas o cheiro estava bom’

TRECHO DA SENTENÇA PROFERIDA PELO JUIZ FABRÍCIO CASTAGNA LUNARDI

As duas mulheres queimaram partes do corpo do garoto na churrasqueira da chácara onde a família morava, em Samambaia, na tentativa de se livrar do cadáver. A companheira de Rosana acendia o fogo enquanto a mãe degolava a criança ainda viva, depois de esfaqueá-la outras 11 vezes, segundo aponta o laudo dos legistas. Esse teria sido o ápice de toda uma vida de sofrimentos infligidos pelas duas mulheres ao garoto e a sua irmã.

Apelos por informações que levassem ao menino Rhuan foram postados nas redes sociais - Reprodução

Garoto foi morto pela própria mãe

Maycon com o filho: dois anos de buscas pelo menino - (Foto cedida ao Metrópoles)

Mochilas onde partes do corpo do menino foram colocadas pelas homicidas - (Michael Melo/Metrópoles)

Registro da passagem das assassinas, Rhuan e "irmã", por Aragoiânia (GO) - Reprodução

Caso Rhuan chocou o país pela brutalidade do crime - (Imagem cedida ao Metrópoles)

Fonte: Metrópoles

Fotógrafo: Divulgação

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