Voltar Publicada em 06/01/2021 | Ji-Paraná

CORONAVÍRUS – Mais um médico contaminado pela COVID-19 em Ji-Paraná


 

O psiquiatra Wendell Jânio recebeu resultado positivo de teste para coronavírus nessa terça feira dia 05/01/21.

“Nós, médicos, falamos para as pessoas manterem a calma, mas quando é com a gente, a sensação é diferente – somos humanos como qualquer outro”, afirma o psiquiatra.

O capixaba de 46 anos, completados no último dia 02 de janeiro, conta que começou a sentir os sintomas no último domingo (03).

“Tive dor de cabeça, febre e dor no corpo. Não sei se fui infectado em atendimentos a pacientes ou no convívio com familiares, mas como os sintomas me chamaram a atenção, corri para o Hospital para fazer o teste”, conta o médico, que foi atendido na Rede Pública (Hospital Municipal de Ji-Paraná).

Enquanto aguardava o diagnóstico, Dr. Wendell Jânio cancelou seus atendimentos, tanto na rede pública quanto particular. Como mora somente com a esposa, a mesma passou a ficar restrita a ambientes diferentes da casa.
Relata que seus sintomas pioram sempre ao anoitecer, deixando-o mais indisposto, com dores musculare, febre baixa e dor de cabeça.

O resultado do exame com a confirmação da contaminação foi rápido, cerca de 1 hora após a coleta do material. “Uma funcionária e colega de trabalho lhe enviou o resultado. Pessoas que tiveram contato com ele estão assintomáticos e em observação em suas casas. O resultado do exame de sua esposa foi negativo.

De acordo com pesquisa coordenada por cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, pacientes assintomáticos podem ser responsáveis por até dois terços dos casos.

A contaminação também pode ser feita por superfícies e por isso é de extrema importância que as pessoas lavem as mãos frequentemente e usem álcool gel 70%.

Wendell, que também é influenciador digital nos segmentos: saúde e espiritualidade, diz que os sintomas fortes desses primeiros dias só permitem que ele fique deitado, respondendo mensagens e vendo os inúmeros links de matérias relacionadas as áreas médica e religiosa.

Ele acredita que está lidando bem com a ansiedade, talvez por conta da profissão. Mas não significa que está sendo fácil. “É um pouco estranho ser cuidado, quando se está acostumado a cuidar de outros”

Ao mesmo tempo que busca deixar as pessoas próximas em alerta, o psiquiatra tenta não deixá-las apreensivas.

“Nós, médicos, tentamos nos cuidar e aconselhar os outros a fazerem o mesmo. Não dá para ficar desesperado agora. A esperança é que as pessoas tenham consciência para que esse contágio diminua”.

Tratamento:

O tratamento tem sido baseado no protocolo adotado pela rede pública de saúde. Após o diagnóstico no Hospital Municipal de Ji-Paraná, foi lhe ofertado kit de médicamentos, os Dr. Wendell afirma estar fazendo uso conforme recomendado pela colega médica que o atendeu e lhe prescreveu.

Os amigos ajudam a melhorar o ânimo:

Conta que tem recebido centenas de mensagens de amigos, pacientes e seguidores nas redes sociais. “É gratificante ver que as pessoas querem ajudar, essas ações ajudam para que possamos passar o tempo de forma mais agradável”, diz.

Apelo:

Dr. Wendell ressalta a importância de cada um fazer a sua parte. “A doença é real, e lamentavelmente estamos perdendo muitos colegas, amigos e até mesmo familiares. É triste ver pessoas negando o óbvio, colocando suas vidas e a de outras pessoas em risco de morte. O sistema de saúde está novamente colapsando e muito provavelmente ainda iremos passar por momentos extremamente críticos. Não há previsão de vacina para todos em um curto prazo, e mesmo a vacina não é uma garantia de que tudo voltará a ser como antes. Não deixemos que questões políticas nos façam perder a confiança na ciência médica. Cada um no seu quadrado: Profissionais de saúde, políticos, população… E Deus sobre todos.”

Fonte: Rondônia Atual

Fotógrafo: Divulgação

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