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O deputado Jean Oliveira (PSDB) disse ser inadmissível para o Estado, perder o Programa de Residência Médica, conforme recente decisão do Ministério da Educação, através do Conselho Nacional de Residência Médica. Ao tomar conhecimento do problema ele promoveu uma reunião dos médicos-alunos na Assembleia Legislativa, do qual participaram também o chefe da Casa Civil e o secretário-adjunto de Saúde.
Para ele, deve ser feito com urgência um Termo de Ajuste de Conduta por parte do Ministério Público, por ser esta a única alternativa de se salvar a especialização dos médicos, e garantir a permanência de 47 médicos em Rondônia. Para o deputado Jean Oliveira, o Governo do Estado, em caráter de urgência, deve tomar uma decisão para solucionar o problema até o dia 9 de agosto, tendo em vista que, o Conselho Nacional de Residência Médica voltará a se reunir de 15 a 17 de agosto, e caso este descredenciamento seja mantido, o prejuízo será incalculável, trazendo enormes consequências.
Lembrou o parlamentar, que a rede pública municipal de saúde também será afetada, pois a maior parte dos médicos residentes trabalham na Prefeitura de Porto Velho, e assim sendo, na manutenção do descredenciamento, estes profissionais serão remanejados para concluírem suas especialidades em outros estados.
De acordo com o deputado, Rondônia que já sofre com a carência de médicos e é hoje o Estado com menor número de médicos especialistas, poderá perder 47 profissionais das seguintes especialidades: ortopedia, clínica médica, clínica geral, infectologia, pediatria, intensivista, ginecologia, e obstetrícia. Complementou ainda, que o fim do Programa de Residência Médica afetará diretamente os hospitais de Base, João Paulo II, Cosme Damião e Cemetron. Ele cobrou na reunião dos representantes do Governo, o atendimento imediato das exigências do MEC, como o pagamento de bolsa de estudo e a devolução dos descontos indevidos do Imposto de Renda.
