Notícia publicada em 14/03/19 - 13:02 | Polícia | Brasil
Especialistas: maior acesso a armas geraria mais tragédias
O ataque a uma escola em Suzano (SP) nesta quarta-feira (13/3) suscitou debates sobre o Estatuto do Desarmamento e a maioridade penal
Divulgação
Correio Braziliense

O ataque a uma escola em Suzano (SP) nesta quarta-feira (13/3) suscitou debates sobre o Estatuto do Desarmamento e a maioridade penal. No atentado, dois ex-estudantes — um de 17 e outro de 25 anos — invadiram o colégio armados e mataram sete pessoas (o tio de um deles também foi morto antes e a dupla se matou, totalizando 10 vítimas). Houve quem defendesse que a facilidade de acesso a armas tornaria tragédias deste tipo mais comuns e quem acreditasse que uma pessoa armada dentro da unidade de ensino — um professor, por exemplo — seria capaz de minimizar o massacre.


Especialistas ouvidos pelo Correio foram unânimes e categóricos ao afirmar que o maior acesso a armas provocaria mais episódios como esse. "Se você aumenta o acesso às armas, a tendência é que possa ter mais eventos envolvendo armas de fogo. É uma relação muito direta", crava a especialista em segurança pública e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) Marcelle Gomes Figueira.


A docente também rechaça o argumento armamentista de que tragédias como essa também poderiam ser provocadas por armas brancas — facas, por exemplo. "A questão é a letalidade da arma. Com as armas brancas, quando você tem um conflito, a letalidade é muito menor, porque envolve a necessidade de contato físico. A arma de fogo tem um potencial lesivo muito maior. E em uma sociedade tão conflituosa como a nossa, aumentar o acesso a um instrumento que provoca lesões fatais é aumentar o número de lesões fatais", pontuou.





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